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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Olhos Onde Surge O Amanhã

O Sport Club Internacional é uma instituição centenária mas com tradição de ser pioneiro nas sua decisões. Esta característica surgiu já na sua fundação, ao ter uma abrangência internacional quando outros clubes restringiam a prática esportiva para uma única nacionalidade. 

Tem uma tradição de longa data na formação de atletas nas suas categorias de base, foi o clube que melhor se adaptou à nova legislação (Lei Pelé) no que se refere a contratos de jogadores e investiu no crescimento do quadro social para aumentar seu faturamento.

Entretanto ser um clube de vanguarda é ter a missão de estar sempre à frente dos demais concorrentes. O que era diferencial competitivo deixa de ser a medida que outros concorrentes vão seguindo o modelo e copiando os exemplos.

É o que está ocorrendo no futebol brasileiro. A maioria dos grandes clubes estão investindo no aumento do quadro social. Além disso, clubes do centro do país considerados mais representativos em número de torcedores têm tido facilidade no fechamento de contratos de patrocínio e cotas de TV. 

Em vista da forte concorrência nacional e da desleal concorrência externa com equipes da Europa e de outros mercados como a China, é preciso gerir de maneira mais eficiente os recursos existentes e buscar outras fontes alternativas de receitas. É preciso ter “olhos onde surge o amanhã” para chegar primeiro onde ninguém ainda chegou.

Está em discussão no Conselho Deliberativo (CD) colorado o novo Estatuto do Inter. Entre muitas inovações para se adequar a legislação e aos novos tempos, existe o tema forma de gestão. Trata-se da mudança do atual modelo presidencialista centralizador para uma forma mais moderna e alinhada com as boas práticas de governança corporativa com a criação do Conselho de Administração (CA). 

Não tenho a pretensão de teorizar sobre conceitos de governança ou desenho ideal sobre modelo de Conselho de Administração, senão externar um debate que está ocorrendo no âmbito interno do Clube. O objetivo desta mudança é preparar o Inter para o futuro, dar perenidade às ações e proporcionar mais transparência e segurança nas decisões.

Alguns palestrantes que passaram pelo CD alertaram que a simples mudança não é garantia de sucesso mas que pode sim significar um risco menor de fracasso. Além do Conselho de Administração, é necessário que exista um Planejamento Estratégico (PE) muito bem definido, com objetivos claros, estabelecimento de metas mensuráveis e acompanhamento periódico dos indicadores. O PE aponta para o futuro definindo onde se pretende chegar e define as ações para atingir o objetivo perseguido. Como disse o conselheiro convergente Humberto Busnello “o Conselho de Administração é o guardião do Planejamento Estratégico”. Cabe a ele acompanhar o fiel cumprimento das ações previamente definidas. 

Com o Conselho de Administração a gestão passa a ser estratégica, sistematizada e mais transparente. Trata-se de um pilar fundamental da moderna governança corporativa. Além de zelar pelo cumprimento do planejamento o Conselho deve intervir para evitar decisões precipitadas de curto prazo que possam comprometer metas futuras. Motivados por resultado de curto prazo, um presidente pode tomar uma decisão de forma individual que compromete a viabilidade de futuras gestões. A governança corporativa visa garantir a perenidade da organização em detrimento de objetivos efêmeros. 

Não existe um modelo de CA ideal e pronto para um clube de futebol como o Inter. É preciso copiar, adaptar, testar, fazer mudanças quando necessário até se chegar mais próximo do desejado. Boas práticas de governança apontam para um Conselho de Administração formado por 5 a 9 conselheiros que devem ser eleitos eleitos pelos sócios. É recomendável que o Conselho seja constituído por profissionais com expertises diferentes como finanças, contabilidade, inovação tecnológica e ter capacidade para administrar crises, além de habilidade de trabalhar em equipe. 

Se ainda não existe um modelo pronto e acabado, isso não significa que não se deve dar o primeiro passo. Ser vanguarda é aceitar o desafio de trilhar novos caminhos para desbravar lugares nunca antes exploradas mas cheio de recompensas para chegar primeiro. Por ora, o desafio é do CD em aprovar o Conselho de Administração para dar mais estabilidade à gestão do Inter.


Adir Carlos Rodrigues 
Sócio colorado desde 1999, matrícula 004406.00 e conselheiro desde 2006. Graduado em Administração, Pós-graduado em Segurança da Informação, Servidor Público Federal. 
Twitter: @adirpoa


terça-feira, 13 de novembro de 2012

O Internacional e as Diretas Já


Em 1984 o Brasil viveu um dos seus maiores movimentos cívicos. Em todos os rincões do País ecoava: DIRETAS JÁ, o Povo Brasileiro desejava Votar para escolher seu Presidente.

Fafá de Belém, que neste ano ganhou o título de Consulesa Colorada entoava o Hino Nacional com uma paixão inigualável. Osmar Santos, o grande locutor esportivo da época, foi o mestre de cerimônias dos históricos comícios em que compareceram milhões de brasileiros. Do futebol se destacavam o jogador Sócrates e o comentarista Juca Kfouri.


Naquela época vivíamos sob o jugo da ditadura militar. A escolha do Presidente era INDIRETA através do Congresso Nacional.

Em que pese grande parte dos congressistas ter votado favoravelmente à emenda constitucional esta não conseguiu número suficientes de votos para a alteração da regra. Choramos, mas fomos em frente.

Em 1986 o povo foi às urnas e MASSIVAMENTE votou na oposição o que permitiu a mudança da Constituição Federal em 1988. Finalmente foi devolvido ao Povo o DIREITO de escolher seu Presidente, Governadores e Prefeitos.

Agora no dia 8 de novembro a regra do jogo eleitoral do nosso Clube fez com que o presidente Luigi fosse reeleito indiretamente através do Conselho Deliberativo.

Alguns trataram de opinar no sentido de que esta regra retirou dos sócios o poder de deliberar e criticaram duramente a composição eleitoral dos movimentos políticos que reconduziram Luigi. Sobre o tema, algumas ideias foram postas no texto aqui.

Particularmente acho que o processo democrático está garantido no nosso Clube porque aos sócios está assegurado o poder de escolher o Conselho Deliberativo.

Este órgão tem a prerrogativa para decidir o futuro do Clube porque pode alterar nosso Estatuto. Também sobre este tema há o texto do Adir Rodrigues também aqui.

Os SÓCIOS, no dia 15 de dezembro, mais uma vez, como acontece a cada 2 anos, terão o direito de comparecer às urnas e escolher uma chapa que concorre para a renovação 150 conselheiros.

O Movimento Convergência Colorada entende que o modelo político de gestão do nosso CLUBE está superado.

Na formula atual a escolha do Presidente é via CD, porém não garante o Voto Direto do Associado.

Eventualmente, se vários candidatos se submeterem a este colégio eleitoral, apenas os dois mais votados que superarem cláusula de barreira de 25% irão para a escolha direta do sócio como ocorreu no pleito de 2010.

Eleito o Presidente ele distribui os cargos de gestão para integrantes do seu grupo político ou da sua coalizão.

Este modelo para o Clube está ultrapassado.

A gestão de um Clube de Futebol do nosso porte tem que superar o amadorismo e o apadrinhamento político.

O Convergência Colorada defende a gestão do Clube com Governança Corporativa cujo fundamento é a Democracia inclusiva, ou seja, todos os segmentos devem estar representados na GESTÃO através de um Conselho de Administração.

Através do Conselho Deliberativo, ao sócio serão apresentadas chapas de 11, 13 ou 15 integrantes. Na chapa estará apontado o candidato à Presidente e os integrantes do Conselho de Administração.

O SÓCIO VOTARÁ DIRETAMENTE. A chapa que fizer mais votos terá o presidente e 50% dos gestores a fim de garantir a governabilidade executiva. A outra metade será ocupada pelos candidatos da outra ou outras chapas de forma proporcional.

Simples: O Sócio Vota e Escolhe e TODOS os concorrentes terão responsabilidade na Gestão, a maioria e as minorias.

Portanto: DIRETAS JÁ! No Sport Club Internacional.

p.s. Em 1984, além da Diretas Já! houve outro FEITO RELEVANTE: O Internacional com Gilmar, André Luís, Pinga e Mauro Galvão, Tonho, Ademir Kaefer, Mílton Cruz, Paulo Santos, Dunga, Kita e Silvinho, trouxe a medalha olímpica de prata para o Brasil.

Vitor Saydelles
Sócio colorado desde 1997, sob a matrícula nº 8970.00, é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, advogando desde 1986.

“A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas”. Mario Quintana. 

Twitter: @vitorsaydelles

Pau na concorrência!

domingo, 4 de novembro de 2012

Conhecer para escolher melhor

De maneira geral, quem gosta mesmo de futebol não gosta de falar sobre política e prefere comentar o desempenho do time dentro de campo. Entretanto, não se pode esquecer o fato de que o resultado do futebol é reflexo da eficiência administrativa. Critérios para contratação de treinador, preparador físico, formação do time, valorização das categorias de base e relacionamento com empresários, tudo isso são resultados da política aplicada ao futebol. O Departamento de Futebol não é autossustentável. Ele depende das outras áreas do Clube que envolve o planejamento, o orçamento, o marketing, a geração de receita e a gestão de pessoas.

Sobre futebol fala-se o ano inteiro. Sobre política, os debates se intensificam nos meses que antecedem a eleição a cada dois anos. Mas, neste curto período de atividade política tão intensa, decide-se as ideias que serão implementadas no Clube nos dois anos seguintes. Conhecer as propostas de cada uma das chapas habilita o sócio a escolher aquela que mais se aproxima do que ele julga ser melhor para o Clube. Não se pode cobrar da chapa eleita a realização de seu plano de gestão, se não souber o que consta nele. Por isso a importância de conhecer as propostas que cada um dos grupos leva para esta eleição.

Ainda não está definido se o presidente será eleito pelo sócio ou em primeiro turno pelos conselheiros. Os grupos de oposição defendem a realização da eleição em segundo turno pelo voto do associado. A situação, que possui maioria absoluta, tenta evitar o voto do sócio, buscando a definição em primeiro turno. Mas é certo que teremos eleição para escolha da metade dos componentes do Conselho Deliberativo (CD) e esta eleição é de extrema importância.

Os 150 conselheiros que serão eleitos no dia 15 de dezembro serão os representantes dos sócios que elegerão o presidente do CD, em março do próximo ano, e os integrantes do Conselho Fiscal (CF). Por ser o órgão fiscalizador que examina as contas do presidente é desnecessário afirmar o quanto é importante que seus membros sejam isentos e independentes. Além disso, os conselheiros que serão eleitos agora em dezembro, decidirão em 2014, se o presidente para o Biênio 2015/2016 será escolhido pelo voto do sócio ou por eles mesmos em primeiro turno. Como farão semana que vem, os conselheiros eleitos nas eleições passadas.

Se por um lado, os conselheiros de oposição procuram levar a escolha do presidente para a votação do associado, este também tem sua responsabilidade na escolha dos conselheiros que irão representá-los nos próximos quatro anos. Passar ao largo do debate político pode ser cômodo e confortável, mas no mínimo trata-se de uma omissão ao não exercer a sua responsabilidade como sócio do Clube.

Da forma como o Inter é organizado hoje, um grupo sai vencedor e outro perdedor. A situação se isola no poder e empurra para a oposição os demais grupos. O Convergência Colorada busca o aprimoramento na forma de administração do Inter e defende a formação de um Conselho de Administração como ocorre nas grandes empresas. Entende que adotando esta prática haverá mais transparência e evita a exclusão de grupos minoritários. Anexo ao texto, para análise, parte do conteúdo das páginas 7 e 8 do Plano de Gestão do Convergência.

“1. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

No cenário altamente competitivo em que o Inter está inserido, não pode deixar de evoluir e aperfeiçoar seus métodos administrativos constantemente. Com isso o clube precisa separar espaço de atuação do dirigente eleito e o espaço dos profissionais na execução do dia-a-dia do Clube. Enquanto os primeiros representam os associados na definição dos grandes rumos estratégicos do Internacional, os profissionais buscam atingir as metas de qualidade, custos e serviços aos torcedores e associados.

Dessa forma, a administração profissional deve ter como objetivo oferecer produtos e serviços de qualidade. De forma a obter resultados financeiros para aplicação na atividade-fim do Internacional, o futebol. Para isso, defendemos a adoção das seguintes propostas:

Governança Corporativa: o Internacional deve formar um Conselho de Administração e uma Diretoria-Executiva, com o objetivo de qualificar sua gestão interna e, ao mesmo tempo, dar atenção à atuação em nível estratégico, comunicação e representação do Clube. 
Conselho de Administração: 5 à 11 representantes eleitos pelos sócios, sendo um deles, seu Presidente. O Conselho de Administração define metas, cobra e fiscaliza seu cumprimento pela Diretoria-Executiva, além disso, é responsável pelo Regimento Interno da Diretoria, Código de Ética do Clube, bem como, atua na representação externa do Clube junto aos associados. 
Representação Proporcional: Dentro de desejo de garantir total transparência, equidade e participação, deve-se permitir espaço para todos os grupos representativos do Clube. Em uma empresa de capital aberto, as boas práticas de governança estimulam a representação no Conselho de Administração do acionista minoritário, portanto também no Internacional, uma associação privada, mas de notório interesse público, também deve permitir espaço para os grupos “minoritários” ou “não apoiadores” da gestão.
Diretoria-Executiva Profissional: A Diretoria-Executiva deve buscar uma estrutura simples e funcional, sendo profissionalizada e liderada por um CEO (Chief Executive Offier), preferencialmente com três Diretorias, sendo as três grandes áreas do Clube (1) Futebol; (2) atividades de administração (finanças, jurídico, comunicação, tecnologia da informação) e (3) negócios (licenciamento, gestão e operação do estádio, publicidade, patrocínio, pontos de venda, televisionamento, etc.)”

Adir Carlos Rodrigues 
Sócio colorado desde 1999, matrícula 004406.00 e conselheiro desde 2006. Graduado em Administração, Pós-graduado em Segurança da Informação, Servidor Público Federal. 

 "Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o ultimo instante seu direito de dizê-la" (Voltaire). 

Twitter: @adirpoa
Facebook: Adir Carlos Rodrigues

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O bom, o mau e o feio

Por Adalberto Gonçalves, conselheiro do Sport Club Internacional

O BOM

Necessitávamos como nunca dessa vitória. O time colocado em campo foi competitivo pra se sobressair e passar por cima de até até mesmo a falha de Muriel ainda no início da partida. O desencantar de Forlán em duas oportunidades, a única oportunidade de Damião traduzida em gol no pós jogos olímpicos e o oportunismo no bate e rebate da sobra para o Josimar afundar a chulapa do goleiro mais odiado de 11 entre 10 colorados na atualidade, fizeram a tarde do domingo o alento para a tão apreensiva torcida colorada.

Mesmo que tentássemos desvincular a necessidade dos 3 pontos de uma possível atuação convincente, havia o incentivo a mais, em ter em Dorival ex-técnico de insonsa passagem pelo Beira-Rio estar na casamata adversária. Afora isso, havia um piranhar da imprensa devido ao golpe que lhe tirou do cargo, sendo substituído por quem o havia contratado e lhe dava (ou esperava-se que) suporte, o atual treinador da equipe colorada e ex-executivo de futebol, Fernandão.

Fernandão triunfou, no mérito do elenco colorado e na incapacidade de Dorival em ler os defeitos do time que até tão pouco havia treinado. Foi uma vitória em dose dupla.

O MAU
A insatisfação com o aparente desleixo coletivo, dificuldades e incapacidades, numa mistura de direção de futebol e grupo de jogadores, fez com que a pressão aumentasse sobre os jogadores. Alguns não assimilaram bem, quando no meio da semana no desembarque no aeroporto responderam perigosamente na mesma moeda , enquanto, ao mesmo tempo, um grupo de torcedores exagerou na truculência, desmedida durante o treino de sexta-feira.

O efeito dá uma certa ou falsa impressão de que o ânimo dessa partida e movimentações na escalação, mais precisamente na saída do contestado e multicampeão Bolívar, fosse tirado do time e também da partida. Com isso, Moledo antigo (novo) titular foi colocado novamente na equipe ao lado de Índio, este ultimo jogando por conta da lesão de Juan.

Quanto a Bolívar, sua dispensa foi atribuída a uma gripe e um temor de que uma virose se propagasse em outros jogadores. Mas difícil, quase impossível não ter nesse resultado a combinação da ação versus reação feita pelos torcedores de forma presencial e também nas redes sociais.

Agora a expectativa fica por conta dessa decisão crucial, que já nas próximas partidas veremos o efeito de levar o jogador novamente (e deve) ao banco de reservas. Isso, em parte, causa um certo temor de que as coisas estejam sendo conduzidas perigosamente de acordo com o andar da carruagem e não por convicção.

O FEIO

Pressionado e contestado na função de Vice de Futebol, Luciano Davi começa a ter um histórico perigoso de declarações. No episódio de cobrança dos torcedores com a agressão de um profissional de imprensa, declarou ser uma cobrança normal de torcedores. Ao saber da agressão, resolveu se retratar dizendo não saber do fato.

Em algumas declarações tem se perdido em assuntos relacionados ao maior rival local, Grêmio. Já rebateu diretor remunerado Pelaipe, comentou assuntos acerca da Arena e até mesmo de eleições do adversário.

No domingo, mais uma vez, proporcionou o desnecessário, de forma intencional ou não, declarando de forma dúbia que a saída de componentes do grupo a qual pertenço, o Convergência Colorada, e que formaram outro movimento e estariam fazendo parte da próxima gestão (dando a eleição como jogo jogado?). De forma subentendida nesta colocação parecia ser um episódio recente, mas que na verdade os tais dissidentes só fizeram parte do Convergência quando o grupo ainda era uma coalizão e não do atual Movimento, afirmado e com estatuto próprio.

Pra aumentar ainda a forma depreciativa, relatou que o Movimento INTERnet/BV (que foi um dos movimentos da fusão Convergência Colorada) quando obteve 23 cadeiras do Conselho Deliberativo em 2008, foi perguntar para ele "o que a gente faz agora?", dando um entender que naquela eleição, o grupo foi um ajuntamento criado para o processo eleitoral, desconhecendo que o Movimento já tinha dois Conselheiros eleitos em 2006 e fazia uma rotina de reuniões e palestras sobre gestão e sobre a política colorada.

Inclusive lá em 2006 e 2007 já debatia assuntos que somente de forma recente são inseridos na organização do Clube, como por exemplo planos de fidelidade e de estrutura profissional, que ainda hoje precisam de uma maior e melhor formatação, haja vista a contratação e dispensa do CEO anterior e a contratação de um superintendente com algumas limitações de ações e que, segundo dizem, parece também estar com os dias contados.

Apesar da experiência no campo político, como o próprio dirigente se auto define, o melhor é que comece a se ater no campo único e exclusivo do futebol, já que se o mesmo demonstra - apesar da vitória de ontem -num rumo ainda instável. Sob pena de poder certamente se perder nas declarações e no foco principal, como tem se perdido nas diversas situações como por exemplo relatadas acima.

Publicado originalmente no blog Arena Vermelha

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Clube Democrático

Por Alexandre Ribeiro, conselheiro do Sport Club Internacional

Desde o início de 2009, ano que entrei no Conselho Deliberativo do Sport Club Internacional, tive o privilégio como coordenador de um grupo de novos conselheiros de participar das reuniões de coordenadores promovidas pelo ex-presidente do conselho Luiz Antonio Lopes. Lembro de como chegamos na primeira reunião, eu e meu colega Mallet (hoje ali sentado na mesa do Conselho, como secretário, abraço) e vejam só: a pauta da primeira reunião que participamos foi justamente modelo eleitoral.

Em 2009. Notem, em 2009 já era debatida no clube a questão do processo eleitoral. E as premissas que eram debatidas lá são as mesmas que ainda vigoram nas discussões sobre os processos eleitorais atuais: INCLUSÃO, PARTICIPAÇÃO, INOVAÇÃO e SEGURANÇA.

Vamos relembrando nossas últimas eleições:


 Em 2006, tivemos votação somente no Gigantinho.

   
Em 2008, tivemos uma eleição presencial no Gigantinho, mais algumas zonas eleitorais abertas em cidades do interior. Aqui começamos a inclusão de todos os sócios no processo. Mas esse modelo se mostrou falho. Possibilitamos a inclusão, mas a participação do associado se mostrou baixa. Somente 18% dos sócios aptos do interior votaram nesse modelo.


 

Em 2010, o ex-presidente do Conselho, Dr. Bonatto, foi o presidente da comissão eleitoral. E inovou. Tivemos a maior eleição de um clube de futebol das Américas, com o ingresso do voto por correspondência. E a participação do associado aumentou.

A instituição Inter vem evoluindo nessa questão de eleição interna. Estamos PERSEGUINDO A EXCELÊNCIA em todas as eleições. Cada eleição que passa, identificamos nossos erros, nossos acertos, corrigimos processos e AVANÇAMOS.

Agora, 2012, demos mais um passo a frente, vamos usar como uma das ferramentas na nossa eleição uma das maiores (senão a maior) invenção da humanidade: A INTERNET. A INOVAÇÃO.

A Internet em 2010 , segundo dados da Internet World Stats, tinha quase 30% da população mundial conectada. Dois anos depois (não tenho esse dado), mas com o crescimento dos tablets, smartphones e com a forte política de inclusão digital dos governos, esse numero deve ter crescido muito, quase que exponencialmente.

Hoje quase tudo esta baseado na Internet, desde processos governamentais, bancos, tribunais, mídia, enfim tudo.

E agora vamos colocar a eleição colorada nesse novo patamar.

Sobre o processo apresentado pela comissão eleitoral: é o melhor que podemos ter. Não vamos assumir que é o melhor do mundo ou que é infalível e não tem riscos. Mas para nosso momento atual, esse trabalho da atual comissão eleitoral, presidida pelo juiz de direito Carlos Eduardo Richinitti, é o melhor que temos, com todos os potenciais riscos diminuídos ao máximo. E cabe aqui salientar: é um processo democrático e plural, construído com a participação de diversos grupos políticos do Internacional. Essa proposta final é fruto do trabalho desse grupo colorado.

No futuro, nas próximas eleições, tenho a certeza que o futuro conselho colorado saberá buscar novamente a inovação e melhorará ainda mais o processo, quem sabe incluindo novas tecnologias como biometria e certificados digitais. O nosso limite é a nossa vontade.

Faremos a melhor eleição da história do Inter.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Gestão do clube e outras características


Por Leonardo Luis Ligabue Cardoso, conselheiro do Sport Club Internacional

Muitos perguntam aos conselheiros do clube o que podem fazer, se podem influenciar algumas práticas ou se de que forma realmente definem os rumos do time. Normalmente, quando recebo este tipo de pergunta, devolvo com uma indagação: “se você reside em um prédio e faz parte do conselho deste prédio, pode influir no que faz o síndico?”. Sempre recebo a resposta: “mas é diferente...”. Então, posso afirmar, não é! O papel do conselheiro é, claro, fiscalizar as ações da gestão do clube, independente do resultado, sem, entretanto, efetivamente envolver-se diretamente na decisão tomada.

Ao conselho cabe, como princípio, fiscalizar as ações e, como regra, deliberar sobre diversas questões que possam afetar diretamente a vida financeira do clube por algum determinado período. No tocante a questões puramente administrativas, estas cabem à gestão definir e adotar as condutas que melhor lhe aprouverem, sem, no entanto, livrar-se de responder diretamente por danos à instituição, perante o conselho. É aqui que entra o papel fundamental do conselho deliberativo. Assuntos como aumentos de mensalidade, gravames em áreas do clube ou em receitas atuais e futuras, antecipações de receita por mais de 4 (quatro) períodos, análise ao balanço do clube e cobrança de informações acerca de decisões tomadas, podendo, até mesmo, punir os responsáveis por má gestão.

Nosso papel é, como se pode ver, fundamental e, ainda, acrescendo ao que mencionei, é nossa função sugerir, quando assim for interessante para o clube, algum tipo de atitude por parte da gestão. Veja-se, não se trata de interceder na gestão, mas de sugerir determinada situação.


Explicado isto, tenho para mim que, além deste papel importante do conselho, é necessário fazer com que o associado influa de forma mais direta na gestão do clube, podendo opinar sobre determinado assunto que possa afetar diretamente a Instituição como um todo. É inserir o associado como parte do mecanismo de gestão. A profissionalização, via de regra, pode trazer esta alteração profunda no mecanismo de administração de nosso clube, dando exemplo para os demais clubes do país. Imagine-se a construção de um novo campo, ou novo CT, a construção de outro centro de eventos, o investimento pesado na obtenção de lucro proveniente de outras atividades que não o futebol (vôlei, basquete, futsal, natação, etc), em que o associado fosse chamado para, através de um referendo, definir se determinada decisão da gestão, de fato, mostra-se adequada ao que pensa o torcedor, a quem pertence o clube de direito. Acredito nesta forma de gestão, uma gestão mais participativa, com princípios de governança corporativa, de certo modo.



Aliás, dentro deste pensamento, porque não um referendo para saber se uma determinada alteração estatutária se faz necessária? Vamos lembrar que, atualmente, em razão das alterações do código civil, não mais cabe ao conselho alterar o estatuto, e, sim, pertence à assembléia geral de sócios esta prerrogativa.

Resolvi trazer este assunto para reflexão e demonstrar que ao sócio também devem ser dados todos os direitos inerentes a sua importância e que ele possa dar-se a mesma importância. Como conselheiros temos obrigação de fiscalizar e sugerir, sem que isto impeça o sócio de, exercendo seu papel, cobrar. Estamos vivendo uma época de grandes mudanças, em que cada vez mais as prerrogativas do sócio devem ser cobradas e este, por sua vez, deve exercê-las para tornar o clube cada vez maior.

Um dos assuntos mais em voga neste momento diz respeito às obras do Gigante da Beira-Rio, às quais entendo são necessárias, sem que isto importe em sacrifícios desmedidos. Obviamente o conforto e a segurança do sócio, mais do que nunca, devem entrar na pauta sim da vida do clube, pois não é mais aceitável permitir que uma pessoa não consiga chegar a um banheiro, em um bar, em dias de jogos com capacidade máxima. Não é mais suportável cobrar do sócio uma mensalidade e não dar o mínimo de qualidade ao mesmo. Todos somos torcedores, mas isto não quer dizer que por ser torcedores o tratamento disponibilizado pelo clube possa ser ruim, causando insegurança e indignação.

Efetivamente, obras são necessárias sim para adaptar o estádio ao futuro, principalmente visando o conforto do torcedor do clube e não para aqueles que vão apenas assistir a Copa. Nosso pensamento tem que considerar o que queremos para depois desta Copa e nos próximos 20 anos. Isto não é tarefa fácil, principalmente se considerarmos a finalidade do clube, que é o futebol e dar alegrias a sua torcida. O que seria melhor? Uma obra construída através de parceria ou totalmente executada pelo clube através de uma autogestão? Somente comparando ambas e, principalmente, sabendo os custos de cada uma é que haverá viabilidade para decidir. Entretanto, um fato é certo: existirão, em ambos os casos, perdas para os sócios e, acredito, estas perdas serão menores do que os ganhos que vamos adquirir com um estádio mais moderno e espaçoso.

Deveríamos ter discutido esta questão ainda em 2009 ou, ainda, antes desta data, visando exatamente isto, o comparativo com o que seria mais viável, traçando estratégias, planejando e pensando o clube em vinte anos. Lamentavelmente, apenas em 2011 conseguimos dar inicio a este debate, com prazos exíguos, pouco material de estudo, análises realizadas apenas depois de fortes cobranças e outros problemas que não cabem aqui ser novamente debatidos.

A lição que fica deste episódio é: o conselho precisa sim exercer seu papel fiscalizador em todas as etapas e na vida geral do clube, sem considerar apenas a política, mas, de fato, o que é melhor para o seu torcedor. De resto, os responsáveis por eventuais prejuízos ao patrimônio do clube, pelo atraso imensurável, devem ser sim identificados e cobrados posteriormente, pois não é crível aceitar tamanha irresponsabilidade. Mudar de idéia, na última hora, não os torna menos culpados, ao contrário, somente demonstra que a preocupação nunca foi com o clube em si, mas apenas com a política velha e surrada feita há décadas dentro dos corredores da Instituição.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Decepcionado

Ontem tivemos mais uma reunião do Conselho Deliberativo do nosso Sport Club Internacional, onde foi votada a possibilidade da antecipação de receitas pelos próximos dez anos. Receita essa que virá pela locação de camarotes, suítes, skybox e cadeiras vip's.

Ressalto, desde já, que a antecipação dessa receita - na casa dos R$ 150 milhões de reais - foi aprovada por unanimidade, o que foi ÓTIMO PARA O CLUBE. E por quê então eu estaria decepcionado a ponto de fazer um "desabafo"?

Simples: alguns conselheiros(?) do Clube, infelizmente, fazem do Conselho do Inter uma farsa. Sim, uma farsa. Eles estão lá tão somente por não terem mais o que fazer, pois o que queriam mesmo eram estar em seus outros tantos(?) compromissos pessoais. Foi assim que se MANIFESTARAM, em sua maioria, nos microfones ou fora deles. Eles queriam "aprovar logo a antecipação de receitas porque tinham mais o que fazer".

Ora bolas, um Clube da GRANDEZA do nosso, NÃO MERECE esse tipo de pessoa fazendo parte de algo tão apaixonante, que é a vida política de uma Instituição como a nossa. Esses senhores, sem CONTEÚDO, estão lá, em nosso Conselho, somente para FAZER NÚMERO. Porque sua contribuição é NULA para o CLUBE.

À cada tentativa de manifestação dos membros da oposição, estes doutos não prestavam a mínima atenção. E pior, faziam chacota. Desdenhavam de algo SÉRIO, VITAL PARA O CLUBE nos próximos anos. Queriam votar a matéria e voltar para seus lares confortáveis. Imaginem senhores leitores, que estas pessoas não estavam NEM AÍ para a reunião. Para o PROJETO apresentado pelo PRESIDENTE do Clube - brilhantemente por sinal. Desrespeitaram a tudo e a todos. Desde o torcedor mais singelo que vai a um Beira-Rio em dia de chuva ao Presidente da Instituição. Mas o nosso Presidente foi de uma postura única. Mudando a rotina das reuniões do CD, ele permitiu a TODOS os conselheiros presentes fazerem perguntas enquanto ele fazia sua apresentação sobre COMO seria viabilizada essa verba GRANDIOSA para o Inter. E isso - pasmem - "irritou" estes senhores mencionados anteriormente. Por quê tantos questionamentos? Pra quê essa "chatice", pensavam eles, comendo suas pipocas.

Ora ora ora, todos esses questionamentos foram feitos porque o futuro da INSTITUIÇÃO estava em jogo, e não a compra ou venda de um jogador. Por isso a oposição fez TANTOS questionamentos quantos foram necessários, e todos foram RESPEITOSAMENTE respondidos pelo Presidente, que diversas vezes pediu SILÊNCIO para essas pessoas, porque elas estavam TUMULTUANDO a reunião. Seja situação, seja oposição, é OBRIGAÇÃO DE UM CONSELHEIRO entender o que está acontecendo no Clube. Além disso, é sua OBRIGAÇÃO também RESPEITAR as opiniões em contrário. Eu, que lá estava, não vi NENHUM questionamento da oposição ser mal elaborado. E os questionamentos foram feitos para se ter a SEGURANÇA de que a viabilidade econômica das próximas tantas gestões não seria afetada. De que o processo será feito com TRANSPARÊNCIA e com INFORMAÇÕES AO CONSELHO. Se isso não é pertinente, então eu realmente estou em outro planeta.

E por me sentir REPRESENTADO por todas as pessoas que falaram, não precisei me manifestar nos microfones. Porque os que lá estiveram foram de um CONTEÚDO INVEJÁVEL e estão de parabéns. Pena não poder dizer isso de todos os membros da situação que se manifestaram. Pena que o NÍVEL do debate não se manteve.

Só que para estes senhores, isso não importa. O que importa pra eles é permancerem com suas carteiras de conselheiros, por satus, para dizerem aos seus amigos e familiares que "ajudam" a Instituição. Ajudam nada. ATRAPALHAM. DIMINUEM. FALTAM COM RESPEITO. NÃO ESTÃO NEM AÍ PRA NADA, só querem saber de garantir as suas cadeiras e o resto que se exploda. O Clube que se vire.

Penso que somos o reflexo dos políticos brasileiros. Tem gente boa no CD do Clube? Claro que tem, assim como temos políticos bons. Mas muitos políticos e conselheiros do Inter não fazem por MERECER a cadeira que ocupam. E isso, infelizmente me decepcionou.

Entrei para uma "casa", em 2008, que pensei ser DIFERENCIADA. Mas ontem vi que não. Que algumas pessoas são sim diferenciadas, mas outras não estão nem aí pra nada. E através do nosso TRABALHO EM PROL DO CLUBE, espero conseguir COLOCAR PESSOAS QUE REALMENTE QUEREM AJUDAR A DEIXAR O SPORT CLUB INTERNACIONAL CADA VEZ MAIOR E MELHOR.

Porque muitos desses que lá estão, prestam um DESSERVIÇO ao CLUBE. Infelizmente. Só que no fundo isso me dará mais forças para conseguir ajudar a colocar pessoas ENGAJADAS DE VERDADE COM O CLUBE. A caminhada é longa, mas confio que será exitosa.

Feito o desabafo, a vida segue. Estou sim, DECEPCIONADO com o NOSSO CONSELHO. Porque o Inter é NOSSO, e temos sim a OBRIGAÇÃO de nos PREOCUPARMOS com o FUTURO DO CLUBE. Aqueles que quiserem BRINCAR COM ESTA INSTITUIÇÃO, que peguem seus bonés e fique em casa, assistindo novela e indo a seus "compromissos inadiáveis".

Eu? Eu estarei SEMPRE AO LADO DO MEU CLUBE. SEMPRE.

Luiz Caldas Milano Junior
Conselheiro do Sport Club Internacional