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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Por que não o meio termo?

Foto: Israel Heldt

Não é nenhuma novidade que a taxa de ocupação dos estádios no Brasil bem como a quantidade absoluta de expectador por partida é baixa se comparada com ligas de outros países. Se o parâmetro for a Premier League (Inglaterra), Bundesliga (Alemanha), Ligue 1 (França), La Liga (Espanha) e Major League Soccer (EUA) a diferença é gritante. No entanto estamos abaixo de ligas menos tradicionais como a Liga MX (México) Chinese Super League (China) e, pasmem, Championship (segunda liga inglesa). A seguir, uma tabela com dados apresentados pela Pluri Consultoria sobre o ano de 2013.

Liga
Público médio
Taxa % de ocupação média
Bundesliga (Alemanha)
42.646
95
Premier league (Inglaterra)
35.921
95
La Liga (Espanha)
28.616
83
Major League Soccer (EUA)
18.845
91
Liga MX (México)
24.245
53
Chinese Super League (China)
18.740
44
Champoionship (2ª Inglesa)
17.660
67
Brasil
14.950
38

São vários fatores que influenciam na presença de público nos estádios. Podemos apontar entre outros fatores a falta de segurança, dificuldade de acesso, qualidade dos estádios, qualidade do espetáculo e valor cobrado. A que se considerar também que o ano de 2013 foi um ano atípico para o Brasil. Vários estádios estavam sendo reformados, entre eles o Beira-Rio, e os clubes mandaram seus jogos em outras praças. No entanto, os números de anos anteriores mostram que não houve grande diferença. Com a construção de novas arenas e reformas de outras tantas para sediar a Copa de 2014, esperava-se que este ano houvesse um aumento considerável dos públicos nos jogos do Campeonato Brasileiro. Não foi o que aconteceu nas primeiras rodadas. Tivemos público e taxa de ocupação ainda muito baixa. Parece que o fator “novidade” não foi suficiente para alavancar estes dados.

Embora alguns indicadores permaneçam inalterados, como segurança (ou falta de) e qualidade do espetáculo, houve uma melhora no conforto oferecido nos estádios que veio acompanhada de um aumento no custo. Não me refiro apenas ao valor dos ingressos, mas também ao valores praticados no serviço de “catering”, anglicismo usado para designar serviço de comidas e bebidas oferecido nas novas arenas. Embora tenha havido certa melhoria no serviço oferecido, o poder aquisitivo do brasileiro permanece o mesmo. Pelo que ser percebe nestas primeiras rodadas, os Clubes não conseguiram chegar a um ponto de equilíbrio na equação público x preços praticados. Além do desequilíbrio bastante claro, os números do campeonato brasileiro da última rodada, mostram também um diferença de estratégia na definição dos preços. Há Clubes que optam por praticar valores mais caros em detrimento da quantidade de expectadores e outros que optam por ter públicos maiores com receitas proporcionalmente inferiores. A seguir apresento dados do programa “Redação SporTV”.


Jogo
Preço médio R$
Público
Renda
Fluminense x Vitória
13,55
44.875
609.195
São Paulo x Coritiba
16,45
31.886
524.420
Internacional x Sport
34,30
17.974
616.625
Flamengo x Palmeiras
46,76
16.318
763.125

Embora o valor praticado não seja a única variável, salvo melhor juízo, acredito ser o principal fator na definição de público. Principalmente no início do certame em que o aproveitamento de cada equipe não é primordial na motivação de ir ao estádio. Diante disso, defendo a ideia de que os Clubes precisam estar atentos a estes dados bem como devem definir sua estratégia em priorizar a renda ou público, na definição do valor dos ingressos. Como torcedor colorado, gostaria de abrir este debate em relação ao Inter.

Percebe-se que a direção colorada optou pela renda em detrimento do público. Diferente do Fluminense que fez a opção oposta. A mim parece uma estratégia equivocada que pensa tão somente no imediatismo. Prioriza o lucro ao invés de valorizar seu torcedor, razão maior da existência do Clube. Sobretudo os sócios da categoria “Campeão do Mundo” que permaneceram fiéis durante todo o período em que o Beira-Rio esteve fechado para reforma. Para os torcedores não sócios, preços altos desestimulam a ida ao estádio. Preço mais acessível leva mais público ao estádio, torna o espetáculo mais bonito e empolgante, fideliza o torcedor, fazendo com que ele retorne outras vezes, podendo se transformar em sócio. Sem contar que potencializa o consumo de produtos licenciados e serviços ofertados. Não tenho a pretensão de ser o dono da verdade e afirmar que o preço praticado pelo Fluminense é o ideal e tampouco que o Internacional está totalmente errado. Apenas gostaria de levantar o questionamento se não seria este o momento adequado para buscar um ponto de equilíbrio entre o valor do ingresso a ser praticado pelo Inter e o valor que o torcedor está disposto e em condições de pagar. 

Por que não o meio termo?


Adir Carlos Rodrigues 
Sócio colorado desde 1999, matrícula 004406.00 e conselheiro desde 2006. Graduado em Administração, Pós-graduado em Segurança da Informação, Servidor Público Federal. 

 "Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o ultimo instante seu direito de dizê-la" (Voltaire). 

Twitter: @adirpoa
Facebook: Adir Carlos Rodrigues

domingo, 8 de dezembro de 2013

O Voo da Galinha

Sou Colorado, sempre fui. Sou grato pelo que meu pai fez por mim. Me tornei um colorado e dividi com meu avô esta façanha. Ele falava de um Internacional matador, e também da disputa entre o Colorado e o grande Atlético Mineiro que nos idos de 70 e poucos era um grande time. E tínhamos um Internacional que os outros respeitavam, que do alto dos ombros do meu pai, vi ser tricampeão brasileiro invicto com aqueles caras cabeludos dando alegria à torcida.

Vi um Internacional sendo colocado pela mídia de oito anos atrás como favorito em quase todos os brasileirões, porém nunca o vi ser um time decisivo. Vencemos muitas competições internacionais, inéditas, gloriosas, de incomensuráveis modificações na década de ouro colorada e que nos dá hoje a possibilidade de ostentar taças sonhadas e não por isso inimagináveis, mas quase. Isso nos levou a um patamar singular no Brasil em número de sócios, além de que em breve, teremos um dos mais belos estádios do mundo no coração da capital do Mercosul. Isso deve ser muito bem aproveitado.

Porém, todas as nossas façanhas, conquistas, batalhas e troféus colecionados não nos bastaram para criar um modelo de gestão de futebol, não nos bastaram para acertarmos a mão na construção de uma equipe para disputarmos um dos principais campeonatos do planeta futebol: o Campeonato Brasileiro e seus míseros 38 jogos.

Só que mais um ano esperamos pelo voo da águia e recebemos o voo da galinha, infelizmente.

Todos os anos somos levados a crer que “agora vai” e que “estamos montando uma equipe forte”, mas no final de 6 meses nos deparamos com o voo da galinha. Insuficiente para cruzar a cerca de casa, a galinha não oferece resistência e se torna uma presa passível aos ataques.

Representamos mais uma vez, as galinhas neste brasileirão, não somos uma equipe organizada e sucumbimos diante do poderio de equipes águias, que flutuam na ponta de cima da tabela e tendo que olhar para baixo para nos avistar. Não somos capaz de nos tornarmos uma equipe e somos um amontoado de craques, pois certamente, temos há vários anos a prerrogativa de montar grandes grupos que não obrigatoriamente se tornam uma equipe de futebol. E não quero acreditar que vencemos outras competições, sem saber por quê, e por isso não aprendemos nada.

Equipes de futebol, podemos dizer, são águias ávidas por vencer, por destruir seus adversários e curtirem esse sabor de vitória. O meu clube está longe de ter o sentimento de Águia dentro do seu plantel. Tanto faz vencer ou perder. O resultado para a equipe será o mesmo. Nada muda. Assim nos tornamos galinhas...

O que visivelmente acontece é que perderam medo do Internacional, pois quem tem medo da galinha? Ninguém, e amargamos derrotas para Náutico e Bahia em casa, e empates patéticos com outros clubes como Portuguesa, Ponte Preta,...

Lembro do campeonato da Libertadores do Corinthians e do recente vencido pelo Atlético Mineiro, do Brasileirão do Fluminense e vejo o que eles tem em comum: são águias, são ávidos por vitórias e tem um corpo técnico convicto de suas táticas e estratégias de jogar. Observando cada jogador, a sua real posição em campo, combinando força, velocidade e técnica.

No Internacional é evidenciado a função dos líderes, das estrelas, e reflete a nulação do conceito de equipe, do conjunto,do coletivo. Até se fala do quesito conjunto, mas são palavras ao vento. Porém as vitórias coloradas passaram sim por um conjunto, todas as vezes que a palavra conjunto se materializou, o Internacional se transformou em águia e venceu seus adversários.

A filosofia de vender os novos talentos, que tem velocidade, vontade, gana de levantar as primeiras taças, em detrimento de jogadores com mais de 30 anos, com seus anos pesando no quesito velocidade, acostumados com badalação, com vitórias e taças do passado, parece um erro incontestável, pois o que irá motivar alguém que já está com a vida ganha e taça no armário?

O futebol moderno pede força, velocidade e técnica, não dando espaços para invenções, mas apostando nos melhores em cada posição.

Acredito que nos falta a filosofia de Equipe, dentro de uma direção de futebol profissionalizada que se reúne e se organiza para vencer. Trabalhando todos os sentidos do grupo , um estilo organizacional e técnico, possibilitando aos nossos jogadores encarar a todos com olhos de águia, fazendo os adversários tremerem, sejam pequenos ou grandes times. Isso depende da profissionalização do futebol, sem amadorismos e sem invenções de ocasião. Planejamento tem que ter início, meio e fim. Pensar em correções de rumo se acaso algo não sair como estimado. Mas prever as possibilidades positivas e negativas. Somos o Sport Club Internacional, estar na primeira divisão é imperativo, mas levantar taça e manter nossa senda de vitórias é nossa vida.

Porém, como Colorado espero, para o próximo ano, que venham as águias, que sejam renovados nossos sonhos, mas que não descubramos no final do Campeonato Brasileiro, que não passamos de galinha mais uma vez.


Fábio Ourique
Sócio colorado, conselheiro do Clube e integrante do movimento Convergência Colorada. Administrador de Empresas, especialista em Gestão Pública.


Twitter: @fabioourique
Facebook: fabio.ourique.9

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Rojões e trauma auditivo

Rojões e fogos atirados nos estádios de futebol não são novidades. 

Um dos casos clássicos ocorreu no Maracanã num jogo de seleções do Brasil e Chile em 1989 nas eliminatórias para a copa de 1990.

No segundo tempo o guarda-meta chileno Rojas se atirou no campo após visualizar no chão a luz e fumaça de um sinalizador. Cercado por seus companheiros o goleiro se contorcia e logo a cena se abre com muito sangue no seu rosto.

Após a confusão e a discussão sobre a possibilidade do Brasil ser banido das eliminatórias, as investigações através das filmagens demonstraram que Rojas cortou seu rosto de forma proposital. Um belo teatro que lhe causou suspensão do exercício futebolístico.

No lucro ficou a “fogueteira Rosenery” que lançou o artefato da marinha. Seus 15 minutos de fama lhe renderam cachês por fotos artísticas em revistas masculinas.


No derradeiro greNAL do Olímpico dentre vários pequenos-grandes fatos se destacou o do rojão lançado por um tricolor do setor da social do estádio. Num primeiro momento o narrador da Rádio Gaúcha tratou de minimizar o episódio e deu a entender que o preparador físico Flavio Soares, no meio da confusão protagonizada por Saimon e Loss, fingia tal qual o goleiro Rojas.

Com as imagens da televisão ficou demonstrado que o rojão estourou ao lado de Flavio e as diligências para a identificação do torcedor da social do Grêmio foram rápidas porque o mando de campo deste clube fica ameaçado na próxima competição nacional.



Particularmente fiquei indignado com aqueles que desdenharam da impossibilidade de um trauma acústico no preparador físico. Sou portador de zumbido ocasionado por um impacto sonoro, doença incurável que produz eternamente um barulhinho com som de cigarra. Este tipo de acontecimento pode deixar uma pessoa surda.

Felizmente o Flavio Soares passa bem e as informações indicam que sua recuperação não deixará sequelas.

Entretanto acho que nem o som de centenas de rojões é capaz de vencer a surdez do nosso máximo dirigente o Sr. Luigi.

A voz da torcida não é ouvida pela direção.

Esta surdez administrativa preocupa ainda mais porque acompanhada de paralisia dos correligionários do presidente da chapa 1- situação - que concorrerá ao pleito do dia 15 de dezembro.

Na “arca do MIG” existem dezenas de Conselheiros com muita capacitação pessoal e profissional para ajudar a gestão quanto às definições sobre o futebol, mas lamentavelmente estão inertes.

Surdez e paralisia são sintomas que podem levar o Clube a uma doença mais grave num futuro próximo.

É por isto que a Chapa 3 do Convergência Colorada defende uma forte alteração estatutária quanto à forma de gestão do Clube.

O Internacional não pode ficar sob a deliberação de somente uma (1) pessoa ou de um grupo político.

É urgente ao Clube que os princípios da Governança Corporativa sejam adotados a fim de que, além do Presidente, a gestão seja realizada por um Conselho de Administração integrado por Colorados que representem a totalidade da torcida. O Internacional é de todos os Colorados inclusive de todos os integrantes das 6 chapas que disputam as 150 vagas do Conselho Deliberativo.

Rojões e foguetes devem ser lançados com segurança assim com foi feito diversas vezes no passado recente do Beira Rio.

E para voltarmos a ver a festa vermelha com fogos de artifício VOTE CHAPA 3.


Vitor Saydelles
Sócio colorado desde 1997, sob a matrícula nº 8970.00, é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, advogando desde 1986.

“A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas”. Mario Quintana. 

Twitter: @vitorsaydelles

Pau na concorrência!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O jogo de ontem... Bleeeeerrrrrghhh

F9 não vai ser treinador de futebol, não tem leitura nenhuma de fora do campo, todos sabemos que o forte do “Curintia” é a marcação forte na frente da área e saída rápida para o ataque, usando e esperando as jogadas pelas laterais do campo. Foram campeões da LA assim, mesmo sem jogador de área (ou referência).

O que fez F9 no 2º tempo: tirou Ygor centralizado e deixou nosso meio-campo com Guina e Fred que não guardam posição, ocasionando que nossos laterais, principalmente Fabrício jogasse mais centralizado, o que abriu a avenida Lateral Esquerda...


Mas vamos ao que interessa, nosso time:

· Sistema falido com este quarteto de meio-campo:

· Ygor está correto, centralizado e subindo quando surge a chance;

· Guina corre por muitos e "tenta" jogar por muitos, não pode ser o centro nervoso do time jamais;

· Fred muito voluntarioso, técnico , interessado, mas não está pronto ainda para ser o "organizador / articulador" do time, ainda não tem a experiência de cadenciar o jogo de dar o tapa para o lado, sempre tenta a jogada mais aguda, mesmo que esteja marcado por muitos adversários ( na linguagem popular "peladeiro", mas é muito promissor jogador;

· D'Alessandro: ano totalmente irregular, ainda não se descobriu que não pode buscar a bola em nosso campo, fica uma presa fácil, é jogador mais à frente e de lado do campo, nunca centralizado;

Atacantes
Forlán é um jogador clássico, pouca movimentação e de tabela, sabe jogar centralizado, jamais irá "conversar" com Damião, jogador forte e de referência, somente tem qualidade na jogada terminal e de frente para o gol, sabe fazer parede, mas para isso precisava de Forlán jogando pelo meio e infiltrando, não na ponta como tem sido utilizado;

Defesa / Laterais
Nenhuma defesa consegue se firmar tendo à frente 2 volantes que se projetam muito à frente e por incrível que possa parecer não tem qualidades suficientes para ir à frente, então por que vão à frente sem saber ir, desguarnecendo a defesa ?

Nossos laterais, principalmente direito inexistem, só vestem a camisa, não contribuem no ataque e nem garantem na defesa, ontem Ratinho (bem melhor que Nei) errou alguns cruzamentos e outros tantos encontraram os marcadores, visto que o “Curintia”, diferente do INTERNACIONAL fecha muito bem os lados do campo e ataca muito bem por ali. O INTERNACIONAL marca muito mal os lados e tenta atacar pelo meio...QUANTA DIFERENÇA !


O que fazer para 2013? Colocar alguém que entenda de futebol e escalar quem jogue futebol, não adianta amontoar bons jogadores sem suprir as funções fundamentais de um time.

Este greNal, se vencermos, não servirá para arrumar a casa. Muito pelo contrário, deixaremos o tema de casa que não fazemos desde 2010 para a "semana que vem ou início da semana seguinte..."

Nelson Baron 
Sócio colorado juvenil desde 1969. Graduado em Educação Física e Engenharia Elétrica. Conselheiro do INTERNACIONAL desde 2008. 

“A primeira vez que vi de perto o Beira-Rio foi no dia da Inauguração. Depois disto NUNCA MAIS ME SENTI TANTO EM CASA COMO LÁ!”

Twitter: @nelson1954

Sou do CLUBE DO POVO do Rio Grande do Sul!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O futebol do Internacional e o Gangnam Style

Gangnam é um bairro de classe alta de Seul, capital da Coreia do Sul. Os símbolos da riqueza e do consumismo de luxo estão por ali. Carrões, iates, grandes marcas de roupas e relógios, joias, restaurantes de “chefs” e muitas moças bonitas.

O rapper Park Jae Sang, inspirado em Gangnam, fez música e criou uma coreografia simples e com ritmo. A letra caricaturiza o estilo de vida do bairro. As alegres imagens são eficazes para demonstrar a obra.

Simplicidade e eficiência são as base do alegre clipe da dança de Gangnam que já foi visto por mais de 600 milhões de pessoas.

O Internacional, no futebol, é Gangnam. Tem neste ano receita orçamentária de 200 milhões de reais. Um Clube rico e bem estruturado para saciar todas as necessidades profissionais da comissão técnica e dos atletas. Brevemente terá um dos estádios mais modernos do planeta, com shopping, restaurantes e camarotes de luxo. Tem um dos elencos mais caros do futebol nacional.

E por que perdeu de 3 a zero para o Náutico?

Uma pergunta com várias respostas. A matemática: levou 3 e não fez nenhum.

O treinador alegou que duas bolas paradas alteraram o propósito de jogo do time. As respostas simples para algumas pessoas dão um toque definitivo à questão inicial. Outros torcedores são mais exigentes.

Será que a resposta para o jogo de ontem está contido em seus 90 minutos?

O futebol e a dança do Gangnam têm vários aspectos comuns. Os movimentos são realizados nas três dimensões do espaço; o corpo humano é preparado fisiologicamente; existem efeitos plásticos individuais tanto na dança quanto no futebol. Um drible ou um chute tem a beleza do movimento.

A coreografia é a arte da criação de danças. O coreógrafo é livre para criar, porém o resultado nasce da sua bagagem técnica. A base de seu trabalho é o ritmo que pode seguir a música, contrapor-se a ela, e até criar seu ritmo próprio. O resultado final exige muito treino e técnica. No futebol, mal comparado à dança, a coreografia é o modelo tático de um time.

No pós jogo de ontem o máximo dirigente mais uma vez recitou as respostas conhecidas para outro fracasso: lesões, convocações e cartões atrapalharam a temporada do Clube.

Faltou uma: a falta de tempo para treinar.

Mas esta resposta só pode ser dada quando há competições simultâneas e num ritmo bem compassado ouvimos num pós fracasso: “tem jogo quarta e domingo; quarta e domingo; quarta e domingo; quarta e domingo e não dá para treinar taticamente”.

A partida de ontem foi mais uma num conjunto de outras tantas em que jogamos mal. Lembrem somente das 5 últimas.

Por que nosso time não apresenta nenhum padrão tático? Como joga o INTERNACIONAL? O que faz o treinador? Onde está a repetição de jogadas. Qual é o estilo de jogo? Qual é o ritmo?

 O sucesso, inclusive no futebol, geralmente ocorre com estas repetições táticas simples, eficientes e com ritmo, que possibilitará que a técnica individual apareça.

Por opção administrativa, muito equivocada, a diretoria que é titulada de muito experiente contratou um dançarino para transformá-lo em coreógrafo.

Deveriam ter chamado o coreano Psy do Gangnam Style.


Vitor Saydelles
Sócio colorado desde 1997, sob a matrícula nº 8970.00, é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, advogando desde 1986.

“A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas”. Mario Quintana. 

Twitter: @vitorsaydelles

Pau na concorrência!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Mais do mesmo!

Três volantes + um volante Lucas Lima, nem que fosse o Dale este time jogaria. 

Muriel – faz o que pode e o que não pode...

Nei – Assistências para os adversários é a sua atual função...

Kleber – Indolência não combina com nenhuma atividade, no futebol é mortal.

Guiñazu – É no máximo segundo volante, não deveria passar do meio-campo, este é um problema do jogador que fica muito no clube e por consequência assume um lugar que NUNCA será seu, o de PROTAGONISTA, ele é um BAITA COMPLEMENTO na retomada e posse de bola defensiva, mas lhe falta inteligência tática, não tem muita noção da macro estratégia do time e jamais é orientado para exercer o seu melhor (o que eles e muitos que o cercam pensam que é correr cada vez mais, quem deve correr mais é a bola e o adversário)

Índio – Exemplo de garra e dedicação, mas passou....para as pretensões do INTERNACIONAL.

Moledo – Cercado de operantes NEGATIVOS sucumbe junto...

Ygor, Josimar, Guina – tutorial reprovado, basta tomar um gol, e sempre tomamos (culpa quase sempre dos laterais, que exigem suas renovações imediatas...) perdem a sua única e maior qualidade (prioritariamente defensiva).

Lucas Lima – É um mediano jogador, saído e promovido sem muita explicação, não chega a ser um meia, acrescente-se que com os 03 anteriores NENHUM jogador consegue render na criação.

Os nove jogadores acima citados tem função defensiva em um time (alguns deles deficientíssimos), então jogamos só com dois jogadores para tentarem o gol do adversário e contra vários defensores, ou seja, INÊS ERA MORTA JÁ NA ESCALAÇÃO DO TIME... embora seja o futebol uma ciência não muito exata, o que nos restava era a esperança "pero no mucho" haja vista o "volanticídio" praticado no Clube.

Damião e Cassiano - Como jogar bola sem companheiros para municiá-los? São bons jogadores, mas não mágicos.

Fernandão – Está a cada jogo escalando mal e mudando para pior. Sua escalação inicial já mata duas substituições certas (nossos laterais, laterais?), hoje tirou Josimar, mesmo Guina amarelado e menos eficaz no apoio e colocou o esforçado Fabrício na meia. Logo tirou o Lucas Lima e colocou o meia-atacante Otávio, ou seja nossos únicos meias hoje foram um volante mediano e um lateral esquerdo confuso. Em seguida tirou o Cassiano que sempre preocupa a zaga e colocou o Rafael Moura, tirando o Damião da área, ou seja, meleca total. Na dúvida tira sempre os jovens e os "estrelões" ficam imexíveis.

Direção – Sem noção do que seja futebol, esquema e potencial (ou falta dele) de seus jogadores, o que vem por aí em 2013 poderá ser pior.

Torcida – Deve fazer valer seu voto, seja para presidente (se lhe for dada a oportunidade) ou para o Conselho. Neste caso, se quiser eleger o Presidente em 2014 deverá votar em peso na OPOSIÇÃO – CHAPA 3 no próximo pleito em 15/12/2012.

Tá difícil....

Nelson Baron 
Sócio colorado juvenil desde 1969. Graduado em Educação Física e Engenharia Elétrica. Conselheiro do INTERNACIONAL desde 2008. 

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Caixinha de Surpresas


Difícil falar do futebol do Inter neste ano, uma verdadeira 'caixinha de surpresas' a cada jogo, mas vou tentar comentar o que não surpreende, tendo por base o jogo INTER 2 X 1 PALMEIRAS:

MURIEL - Baita goleiro, claro que é 'falível' mas sua média de acertos é fantástica.

NEI - Sempre sofrível, comprometedor, lento, por incrível que pareça 'autoconfiante' - uma das causas mais importantes deste 'desempenho medonho' que temos este ano. O que assusta é que possa ter sido renovado seu contrato por QUATRO ANOS, o que é (seria) IMPERDOÁVEL, INDESCULPÁVEL, IMPUBLICÁVEL.

MOLEDO – Jovem com belo potencial, mas com um omisso Nei ao seu lado tem suas atuações bastantes comprometidas. Certamente em 2013 sem o Nei poderá crescer bastante seu futebol.

ÍNDIO – Já deu pra ti, Campeão de Tudo, mesmo em excelente forma na sua idade, as pernas já estão curtas, os reflexos já não são os ideais para um time da grandeza do Inter, e ainda tem o Kleber ao seu lado...

KLEBER – Parece estar noutro planeta há horas, não entendeu O QUE É JOGAR OU SER JOGADOR DO INTER, falta-lhe coração. Adiós, baby!

Vejam que dos quatro jogadores de linha acima, somente um preenche atualmente os quesitos para vestir a vermelha. Portanto, nem se colocarmos uma seleção Real-Barça à frente faria este time ser consistente e ter a confiança da torcida.

A ESCALAÇÃO INSISTENTE DESTES JOGADORES certamente não é em benefício do time.

JOSIMAR – Bom jogador, razoável técnica, boa marcação e velocidade, bom chute, sofre a ansiedade da juventude e de ter que mostrar serviço nas raríssimas chances que recebe.

(FOTO: ALEXANDRE LOPS/INTER)
FRED – Jogador afirmado, hoje o mais importante do time junto com o D'Ale. Dá o ritmo ao meio campo, faz muito bem todas as funções do meio campo e dá-se o luxo de fazer gols. É a mais grata surpresa deste sofrível 2012.

GUIÑAZU - Ainda fogoso, mas nem sempre eficiente como antes, na ânsia de resolver tudo no meio campo, tenta se colocar muito à frente para ajudar ao ataque, o que acaba por ser ineficaz e ainda desguarnecer a nossa 'parca' defesa. Sua função poderia ser mais limitada à lateral esquerda do campo ao invés de correr para todos os lados e participar de todos os lances. Mas é compreensível:  corre para superar a indolência de nossos laterais.

D'ALESSANDRO - Jogador extraordinário, muito técnico, arisco, temperamental e visado pelos adversários. Ano muito fraco em virtude da péssima pré-temporada na parte física. Deveria ser mais poupado e ser colocado mais à frente, na zona de decisão e pelos lados do campo, mas não, o fazem correr todo o campo.

FORLÁN - Bom jogador, muito técnico, mas ainda em fase de adaptação à maior técnica do futebol brasileiro. Não muito afeito aos nosso irregulares gramados, marcação dura, por vezes desleal, diferente da Europa.

RAFAEL MOURA - Está visivelmente melhor no quesito força física, jogador de área e de conclusão, fora dela, bastante precário. Tem bom chute e cabeceio.

FERNANDÃO – Queimou-se precocemente mais um ídolo colorado. Até agora NÃO SE SOUBE O QUE VEIO FAZER COMO MANAGER e, como TREINADOR, não deveria ter aceitado comandar ex-colegas. Muda várias vezes as posições e funções dos jogadores durante os jogos, e também o sistema, ocasionando confusão e irrecuperável perda de pontos.

Pelo menos neste jogo de ontem FICOU INDIGNADO com os dois laterais e lá se queimaram duas substituições que melhoraram visivelmente o time, sua última substituição FOI AMADORA, abriu ENORMEMENTE o meio-campo e quase entregamos a partida para o Palmeiras. Parece simplesmente substituir um nome pelo outro como lhe dá na VENETA. Deverá recomeçar a carreira em clube pequeno.

É INVISÍVEL A POLÍTICA DE FUTEBOL DO CLUBE DESDE MUITO, empilham-se jogadores caros para as mesmas funções, não se contrata jogadores para as posições visivelmente carentes. Temos um bom plantel, mas totalmente desequilibrado, CINCO ESTRANGEIROS também não se explica, assim como a preterição dos jovens em quase todas as circunstâncias.


Nelson Baron 
Sócio colorado juvenil desde 1969. Graduado em Educação Física e Engenharia Elétrica. Conselheiro do INTERNACIONAL desde 2008. 

“A primeira vez que vi de perto o Beira-Rio foi no dia da Inauguração. Depois disto NUNCA MAIS ME SENTI TANTO EM CASA COMO LÁ!”

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Uma vitória para refletir

Grande vitória contra um time que até pouco tempo era líder do Campeonato Brasileiro. Nos deixou mais próximos da linha de classificação para a Libertadores da América de 2013, tendo como grandes destaques Muriel, Jackson, Ygor, Josimar, Bolatti, Fred e Cassiano. Isto nos remete a uma reflexão sobre as avaliações efetuadas pelo departamento de futebol do Inter e, com isto, quantos pontos e quanto dinheiro foram desperdiçados.

Vou me ater aos jovens atletas.

Muriel é formado nas categorias de base do Inter, mas até chegar à titularidade foi emprestado à Portuguesa de Desportos e Caxias, retornando ao Inter e ficando na reserva de Lauro, Renan e Pato Abbondazieri, somente após o fracasso destes três goleiros que veio a ter oportunidade como titular no Inter.

Jackson está no Inter desde o início do ano, mas somente veio a ter oportunidades quando Bolívar saiu do time pelo clamor da torcida, Índio e Juan se lesionaram. Se estes fatos não tivessem ocorridos, continuaria a ser um desconhecido a treinar no Beira-rio perambulando entre o Inter B e os reservas.

Josimar é outro jogador formado nas categorias de base, teve que peregrinar por vários clubes menores, atuar por muito tempo jogando no Inter B, para vir se a se destacar na Ponte Preta e finalmente ser integrado ao grupo principal. Neste meio tempo o Inter foi desperdiçando dinheiro com Glaydson e Wilson Matias, por exemplo. Mesmo assim, atualmente em muitas partidas sequer figurava no banco de reservas, bastou receber oportunidades para mostrar a sua qualidade.

Fred era outro preterido, somente vindo receber chances devido às lesões de D'Alessandro e Dátolo e o afastamento por indisciplina do Jajá, e ser testado, sem sucesso, várias vezes a formação com três volantes, para somente após isto receber oportunidade como titular.

Cassiano, talvez o jogador com maior destaque nas últimas partidas, somente veio a receber oportunidades devido às lesões de Dagoberto, Otávio e Rafael Moura, convocações de Fórlan e Damião, além de Marcos Aurélio, Maurídes e Mike não terem correspondido, e ainda teve que esperar o Jajá não dar resposta positiva jogando improvisado no ataque, ou seja, foi a décima opção.

Esta breve análise deixa claro que os jovens que vem apresentando boas atuações eram relegados, somente vindos a entrar no time por falta de opção e não porque havia convicção na sua qualidade. Enquanto isto fomos perdendo pontos no campeonato brasileiro e gastando dinheiro em contratações, nas quais pagamentos altos salários e não apresentaram resposta satisfatória.

As questões acima expostas nos remetem a reflexão sobre o processo de avaliação das potencialidades existentes no elenco e nas categorias de base, o qual se apresenta claramente falho, merecendo ser revisto para evitar desperdícios de bons jogadores e dinheiro, nos obrigando a vender os principais talentos para cobrir as despesas de contratações caras e equivocadas.



Marcos Marino 
Sócio colorado desde 2004, sob o nº 037576.00. Graduado em Direito, e Conselheiro do Clube desde 2010, tendo sido Diretor das Categorias de Base do INTERNACIONAL em 2010. 

Twitter: @marcos_marino

Correm os anos, surge o amanhã, radioso de luz varonil! 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Palavra do sócio

O Convergência Colorada recebe muitas manifestações de sócios sobre a realidade do Clube. Esta abaixo nos foi encaminhada através do conselheiro colorado Felipe Becker, na Confraria do Saci, em São Leopoldo. Com a palavra, o sócio Gelson Luiz da Cunha Walther:

Como sócio do Inter, vou a jogos, consumo produtos do clube e dedico uma parcela considerável do meu tempo me informando sobre ele. Então, acho-me no direito de criticar o que não está funcionando e questionar atitudes tomadas pela direção que, à distância, parecem-me totalmente equivocadas.

Só para citar algumas:

1. O clube foi refém da Andrade Gutierres na reforma do estádio, tendo a situação resolvida só após a participação da PresidenteDilma, o que lhe acarretou a perda da Copa das Confederações.

2. O estádio está extremamente desconfortável para a torcida e nada bonito para as transmissões de TV, então já passou da hora de procurar uma alternativa.

3. Foi um erro vender o Oscar (50% do Inter) e segurar Damião (70% do Inter), se o clube precisava de dinheiro. O Oscar fazia o time jogar e não tem reposição. O Forlan é atacante e não poderia vir a ser o substituto do Oscar.

4. Pra que trazer Rafael Moura, com 29 anos e a peso de ouro, se nunca foi titular de clube grande? O Inter poderia ter trazido o André,que é jovem, e ainda lucrar com uma futura venda para o exterior.

5. Estão sendo renovados os contratos de muitos jogadores com idade avançada, contestados, com altos salários e não rendendo mais. E o pior: não aceitam a reserva (vide Bolívar).

6. Não se vê uma política de contratações. Vários bons jogadores que trocaram de clube esse ano serviriam para o Inter, que não possui sequer um meia-direita no grupo. Mas diretoria acha que temos o melhor elenco do país...

7. Ao saber que perderia Oscar e Damião para a seleção, a direção não poderia ter deixado ir saindo aos poucos jogadores comoAndrezinho, Tinga, Jô e Gilberto.

8. Não há coerência nas escolhas. Em um dia, o Maurides era a solução; no outro, estava na reserva do “Inter B”.

9. O preparo físico está péssimo, o vice de futebol aparenta ser ingênuo, o técnico é inexperiente na função e não há um diretor-executivo. Como controlar um grupo numeroso e cheio de “medalhões”?

10. Não se faz pressão contra as más arbitragens. Que medo é esse que o Inter tem de reclamar? Penso que o presidente deveria ter aceitado o convite para ir a Londres com a seleção, para se entrosar com a cúpula e perder o medo da CBF.

Talvez a realidade das coisas não seja exatamente esta e muitos podem não concordar com o que escrevi aqui. Mas sou da opinião que as manifestações pacíficas de descontentamento, se não servirem para ajudar, pelo menos não deixam a falsa impressão de que a torcida está satisfeita com tudo e com todos.

Gelson Luiz da Cunha Walther, sócio colorado

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O bom, o mau e o feio

Por Adalberto Gonçalves, conselheiro do Sport Club Internacional

O BOM

Necessitávamos como nunca dessa vitória. O time colocado em campo foi competitivo pra se sobressair e passar por cima de até até mesmo a falha de Muriel ainda no início da partida. O desencantar de Forlán em duas oportunidades, a única oportunidade de Damião traduzida em gol no pós jogos olímpicos e o oportunismo no bate e rebate da sobra para o Josimar afundar a chulapa do goleiro mais odiado de 11 entre 10 colorados na atualidade, fizeram a tarde do domingo o alento para a tão apreensiva torcida colorada.

Mesmo que tentássemos desvincular a necessidade dos 3 pontos de uma possível atuação convincente, havia o incentivo a mais, em ter em Dorival ex-técnico de insonsa passagem pelo Beira-Rio estar na casamata adversária. Afora isso, havia um piranhar da imprensa devido ao golpe que lhe tirou do cargo, sendo substituído por quem o havia contratado e lhe dava (ou esperava-se que) suporte, o atual treinador da equipe colorada e ex-executivo de futebol, Fernandão.

Fernandão triunfou, no mérito do elenco colorado e na incapacidade de Dorival em ler os defeitos do time que até tão pouco havia treinado. Foi uma vitória em dose dupla.

O MAU
A insatisfação com o aparente desleixo coletivo, dificuldades e incapacidades, numa mistura de direção de futebol e grupo de jogadores, fez com que a pressão aumentasse sobre os jogadores. Alguns não assimilaram bem, quando no meio da semana no desembarque no aeroporto responderam perigosamente na mesma moeda , enquanto, ao mesmo tempo, um grupo de torcedores exagerou na truculência, desmedida durante o treino de sexta-feira.

O efeito dá uma certa ou falsa impressão de que o ânimo dessa partida e movimentações na escalação, mais precisamente na saída do contestado e multicampeão Bolívar, fosse tirado do time e também da partida. Com isso, Moledo antigo (novo) titular foi colocado novamente na equipe ao lado de Índio, este ultimo jogando por conta da lesão de Juan.

Quanto a Bolívar, sua dispensa foi atribuída a uma gripe e um temor de que uma virose se propagasse em outros jogadores. Mas difícil, quase impossível não ter nesse resultado a combinação da ação versus reação feita pelos torcedores de forma presencial e também nas redes sociais.

Agora a expectativa fica por conta dessa decisão crucial, que já nas próximas partidas veremos o efeito de levar o jogador novamente (e deve) ao banco de reservas. Isso, em parte, causa um certo temor de que as coisas estejam sendo conduzidas perigosamente de acordo com o andar da carruagem e não por convicção.

O FEIO

Pressionado e contestado na função de Vice de Futebol, Luciano Davi começa a ter um histórico perigoso de declarações. No episódio de cobrança dos torcedores com a agressão de um profissional de imprensa, declarou ser uma cobrança normal de torcedores. Ao saber da agressão, resolveu se retratar dizendo não saber do fato.

Em algumas declarações tem se perdido em assuntos relacionados ao maior rival local, Grêmio. Já rebateu diretor remunerado Pelaipe, comentou assuntos acerca da Arena e até mesmo de eleições do adversário.

No domingo, mais uma vez, proporcionou o desnecessário, de forma intencional ou não, declarando de forma dúbia que a saída de componentes do grupo a qual pertenço, o Convergência Colorada, e que formaram outro movimento e estariam fazendo parte da próxima gestão (dando a eleição como jogo jogado?). De forma subentendida nesta colocação parecia ser um episódio recente, mas que na verdade os tais dissidentes só fizeram parte do Convergência quando o grupo ainda era uma coalizão e não do atual Movimento, afirmado e com estatuto próprio.

Pra aumentar ainda a forma depreciativa, relatou que o Movimento INTERnet/BV (que foi um dos movimentos da fusão Convergência Colorada) quando obteve 23 cadeiras do Conselho Deliberativo em 2008, foi perguntar para ele "o que a gente faz agora?", dando um entender que naquela eleição, o grupo foi um ajuntamento criado para o processo eleitoral, desconhecendo que o Movimento já tinha dois Conselheiros eleitos em 2006 e fazia uma rotina de reuniões e palestras sobre gestão e sobre a política colorada.

Inclusive lá em 2006 e 2007 já debatia assuntos que somente de forma recente são inseridos na organização do Clube, como por exemplo planos de fidelidade e de estrutura profissional, que ainda hoje precisam de uma maior e melhor formatação, haja vista a contratação e dispensa do CEO anterior e a contratação de um superintendente com algumas limitações de ações e que, segundo dizem, parece também estar com os dias contados.

Apesar da experiência no campo político, como o próprio dirigente se auto define, o melhor é que comece a se ater no campo único e exclusivo do futebol, já que se o mesmo demonstra - apesar da vitória de ontem -num rumo ainda instável. Sob pena de poder certamente se perder nas declarações e no foco principal, como tem se perdido nas diversas situações como por exemplo relatadas acima.

Publicado originalmente no blog Arena Vermelha

domingo, 20 de maio de 2012

29.776 mil Km do Tetra

Em recente pesquisa divulgada pelo Globoesporte.com realizada em parceria com a Revista Monet, 33,3% dos jogadores entrevistados apontaram as viagens como maior dificuldade da profissão. Sendo que dos clubes pesquisados, muitos eram do interior paulista. Partindo dessa informação, fizemos uma tabela comparativa das distâncias aproximadas a serem percorridas por cada clube da Séria A de 2012.

19/05/2012 08h00 - Atualizado em 19/05/2012 08h00
Viagens são citadas por jogadores como maior dificuldade da profissão
Calendário, arbitragem, adversário e gramado também são lembrados

Os Clubes do centro do país são extremamente privilegiados em relação ao fator deslocamento, o que não é pouco. Quilômetros de distância são mais horas de viagens, maior necessidade de hotéis, dificuldades de tempo para preparação e treinamento, o que envolve uma complexa logística e muitos gastos financeiros. Somando a isso, que os clubes utilizam voos comerciais, vulneráveis a atrasos a horários nem sempre ideais.

Utilizando como referência a distância rodoviária entre as cidades-sede dos Clubes da Série A, identificamos as seguintes distâncias.


Enquanto que os pernambucanos Sport e Náutico percorrem 45.895 quilômetros, os clubes da capital paulista deslocam-se 14.500 quilômetros. Para estes, 3 jogos "fora de casa" serão na mesma cidade, 2 serão em cidades do mesmo estado (Santos e Campinas), além dos curtos deslocamentos para enfrentar os 4 cariocas. Já o Inter tem apenas um jogo "fora de casa" na mesma cidade e um, na capital catarinense com deslocamento "curto". A situação fica ainda mais complicada para os times nordestinos, que são obrigados aos maiores deslocamentos.

Talvez esse fator ajude a explicar dois pontos: 1) a dificuldade dos nordestinos em manterem-se na primeira divisão; 2) o fato de que o último e único time de fora do Eixo-Rio-SP a vencer o Campeonato Brasileiro ter sido o Cruzeiro, em 2003, sendo que Minas é 3º estado mais central na geografia do futebol brasileiro.

Além dessa discrepância, temos ainda um calendário tumultuado, comprimido de Maio à Dezembro, para viabilizar os estaduais que são importantes apenas para as Federações Estaduais, fonte de sustentação política da CBF. Enquanto o Inter está jogando contra times de baixo nível técnico até Abril, de Maio a Dezembro terá que cruzar o país diversas vezes, muitas delas sem poder sequer treinar e recuperar seus jogadores.

O sistema de pontos corridos trouxe estabilidade ao Brasileirão, sempre vulnerável a interesses escusos e "formulismos" com repescagem e tapetões. Entretanto, o Internacional não pode se dar ao luxo de ignorar essa dificuldade que possui em relação ao clubes do "centro" do país. Devendo desenvolver atenção especial para a questão logística desses deslocamentos.

Por fim, o Inter deve ser mais ativo na relação com as Federações, tendo reivindicações claras em relação a toda e qualquer dificuldade que posse deixá-lo vulnerável em relação aos demais clubes. Aumentar o tempo disponível no calendário para o Campeonato Brasileiro, tomar cuidado com torneios em meio a temporada e a consequente redução de times na série A do Gaúchão.

Outra questão que pode ser avaliada, considerando que o clube gasta em torno de 5 milhões por ano em deslocamentos e viagens, seria a compra/aluguel de um avião de aproximadamente 30 lugares, o que daria maior conforto, disponibilidade de horários (reduzindo despesas com alugueis e passagens). Talvez seja um fator a ser avaliado.

Modelo ERJ-145 da Embraer

Aviões de times:


por Guilherme Mallet
@guilhermemallet