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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Um signo do tetracampeonato: o sorriso vermelho

Rumo ao enea...

Início do segundo tempo da partida final do campeonato gaúcho e não havia espaço no rosto dos COLORADOS. Um sorriso de orelha a orelha.

A fila de pessoas que criticam o campeonato gaúcho é extensa. Aos poucos defensores restou uma frase atribuída ao comentarista Claudio Cabral no sentido de que pior do que ganhar o certame gaúcho é não ganhá-lo.

Os sorrisos a enorme flauta que os Colorados tocaram nos tricolores são superiores a todas as críticas e ganhar o Gauchão em dois grenais tem sabor especial.

No primeiro um resultado histórico na Arena Tricolor. Neste jogo se desenhou a configuração tática para a conquista. A mão, e principalmente a fala de Abel, no intervalo reverteu o 0 a 1 através de 2 gols do questionado Rafael Moura.

O segundo e definitivo grenal mostrou a consistência tática, técnica e anímica do Internacional. O time tricolor comandado por Enderson Moreira não jogou.

O primeiro gol foi muito simbólico; Rafael Moura investe contra a zaga tricolor para disputar a bola. Demonstrou vontade e vigor tático. Capturada a bola teve a consciência e a garra de protegê-la e passar prá quem sabe...D´Alessandro.

Não foi gol. Foi bullying contra a torcida tricolor.

O nosso 10, o COLORADO D'Alessandro fez a torcida encarnada rasgar as cordas vocais pelo grito de gol que no mesmo instante se transformou no maior sorriso do mundo.

O quarto gol foi uma pintura coletiva. Num instante mágico vários autores realizaram o que há de belo neste esporte bretão. Drible, velocidade, passe, chute e gol. Um gol que não foi um acidente. Um gol com os ensinamentos do Claudio Coutinho com o overlaping, o ponto futuro e atletas polivalentes.

De fato o campeonato gaúcho possui um desequilíbrio técnico muito alto entre a dupla grenal e os demais Clubes, entretanto o Internacional cumpriu sua obrigação guardando mais esta taça. O resultado positivo não pode ser base otimista ou ilusória para o Brasileirão. O time ainda tem deficiências prá realmente se apresentar como candidato a um título maior.

Ainda faltam 5 campeonatos pra termos o enea roubado em 1977.

Sobre o campeonato gaúcho este é meu terceiro texto público e arquivado nesta página do Convergência Colorada. Se houver algum curioso que leu até estas últimas linhas recomendo a leitura dos demais por fornecerem minha opinião sobre outros aspectos desta Tradição.

Sou defensor do Gauchão porque acredito que o Rio Grande do Sul também é um celeiro de ases para a dupla grenal.

Vitor Saydelles
Sócio colorado desde 1997, sob a matrícula nº 8970.00, é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, advogando desde 1986. Conselheiro do Sport Club Internacional.

“A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas”. Mario Quintana. 

Twitter: @vitorsaydelles

Pau na concorrência!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

UM FEITO RELEVANTE, obrigado tri campeão 2013

Rumo ao enea... 

Em 2012 escrevi um pequeno texto registrado aqui no blog Convergente, sobre o campeonato gaúcho. No ano passado os temas eram os mesmos de hoje: rentabilidade do campeonato, calendário, etc. Nosso Inter disputava a LA12 tal qual este ano disputa o Portoalegrense. E fomos bicampeões.

O Gauchão pode ter vários defeitos, entretanto como repetiu nosso capitão D'Alessandro o campeonato só é ruim para quem o perde.

Ninguém apaga a festa de ontem e a flauta corre solta no máximo até amanhã. Passam rápidas as comemorações. O que custa a passar é um ano inteiro na segunda.

Do campeonato gaúcho de 2013 fica registrado na história o FEITO RELEVANTE consagrado no nosso hino. Um tricampeonato com o time colorado jogando TODAS as partidas fora de casa.

Digam o que quiserem o Gauchão deste ano está inscrito na história não pela forma que os secadores desejam ao discutir um lance bem anulado pelo árbitro. Diga-se de passagem que o time dos secadores não jogava contra o nosso Colorado. A taça definitiva do Gauchão veio com determinação e futebol. Conquistas legítimas não se faz com arrogância e prepotência; se faz com trabalho e respeito à todos os adversários.

E para os mais jovens indico que busquem na história dos Gauchões a final de 1977.

Buscávamos o título de enea campeão que seria a conquista do nono campeonato seguido. No final do jogo o árbitro Agomar Martins, hoje cantor amador, apontou a penalidade máxima contra o Portoalegrense. O zagueiro Oberdan simplesmente peitou Agomar o empurrando para que a falta fosse marcada fora da grande área.

Porque eu lembro daquele grenal? Simples. Fomos escandalosamente roubados. Sei que ainda seremos ENEA CAMPEÕES. Nosso destino nós construímos. Por enquanto vamos curtir o TRI e aguardar o Tetra no próximo outono de 2014 quando até as folhas das árvores ficam avermelhadas.

Vitor Saydelles
Sócio colorado desde 1997, sob a matrícula nº 8970.00, é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, advogando desde 1986. Conselheiro do Sport Club Internacional.

“A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas”. Mario Quintana. 

Twitter: @vitorsaydelles

Pau na concorrência!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Obrigado, Bi-Campeão!


Foto: Alexandre Lops/InternacionalRumo ao enea...

A pergunta de alguns é: quanto vale ganhar o campeonato gaúcho?

Outros, na defesa da modernização do calendário do futebol brasileiro questionam se os campeonatos estaduais devam ser mantidos.

Uma pesquisa realizada pela Pluri Consultoria revelou que os Gaúchos ponteiam a fidelização por seus clubes, ou seja, 97,2% torcem por times do nosso Estado. Seguem os cariocas, 96%; os paulistas, 94,8%; os mineiros, 63,4% e os pernambucanos, 60,4%.

Com a pressão do mercado do futebol, os campeonatos estaduais estão ameaçados.

Devemos resistir ou pensar um campeonato diferente. Um Gauchão diferente.

Em tempos idos o Sport Club Internacional e outros clubes da Capital disputavam uma liga citadina para depois jogar com o campeão do Interior. O Guarany de Bagé tem duas taças.

O campeonato gaúcho guarda a nossa cultura. A cultura de um povo pampeano miscigenado com nossos ancestrais europeus e africanos. Uma cultura que não nega suas raízes e coloca o Rio Grande do Sul em primeiro lugar quando os torcedores se identificam com um clube do Estado.

O lema do grande catalão é: "Muito mais que um Clube". O Barcelona é o que é por respeitar e cultivar sua raiz e sua tradição fundamentado na cultura do seu povo.

O Gauchão não é só um produto mensurável monetariamente pelo mercado entretanto, pelo viés do princípio de gestão do Convergência Colorada, o qual enuncia que o Clube deve sustentar o futebol e não o futebol deva sustentar o Clube, também o campeonato Gaúcho deve ajudar a sustentar seus protagonistas. Sob este conceito temos que repensar o Gauchão mas não eliminá-lo do nosso patrimônio cultural.

Particularmente este bi-campeonato me deu algo inestimável. Um bem intangível e transcendental que não pode ser mensurado em dinheiro ou figurar como um dado estatístico.

Na saída do Beira-Rio, olhei para meu filho Rodrigo, um guri de 13 anos que estampava no rosto um sorriso de orelha a orelha. Esta imagem para mim não tem preço e tenho certeza que milhares de Colorados tiveram sopros de felicidade em seus corações com este bicampeonato.

E de mão dada com ele, prá disfarçar minha marejante emoção, perguntei: filho, tu sabes o que é um enea campeonato?... e daí saltavam em minhas memórias um grenal roubado em 77, um octa, um hepta, um hexa...

Vitor Saydelles – Sócio Colorado