domingo, 11 de maio de 2008

Enfim, entramos de cabeça no brasilierão 2008

Estréia
Desde 98, o Inter não estreava com vitória no campeonato brasileiro. Mais: nos últimos três anos começamos com derrotas. Iniciamos o brasileirão de 2008 com o pé direito, ou melhor, com a cabeça, já que o gol foi marcado assim pelo Sidnei. Mesmo com uma equipe totalmente descaracterizada, com jogadores voltando de longo período de recuperação e outros desconhecidos de quem não acompanha os treinos, fizemos o dever de casa. Agora teremos dois jogos fora na seqüência. A proposta do campeonato por pontos corridos é vencer em casa e empatar fora. Um pontinho ganho na casa do adversário significa dois perdidos pelo time mandante. Mas nem sempre o mando de campo é decisivo no brasileirão. A exemplo de edições anteriores, muitos visitantes venceram seus adversários dentro de seus domínios.

Foco
A preservação do grupo principal no jogo de hoje foi muito benéfica para o Inter. Os jogadores mantiveram o foco no próximo compromisso da copa do Brasil. A preparação para o confronto contra o Sport está sendo feita desde a última partida conta o mesmo adversário. Não houve interrupção. Os jogadores terão mais tempo para se recuperar do cansaço físico e mais tempo para se preparar para a decisão lá em Recife. Sem contar que não corremos o risco de perder algum jogador, no confronto de hoje, por lesão. Confesso que fiquei preocupado e temeroso quando vi a escalação. Mesmo tendo sido muito arriscado, entrar em campo com o “segundo quadro”, o objetivo maior é a conquista da vaga para a libertadores no ano do centenário. E na copa do Brasil, só faltam cinco jogos; no brasileirão, teremos mais 37 rodadas.

Copa do Brasil
Considero um excelente resultado a vitória simples construída no Beira Rio contra o Sport. Meu raciocínio é de que o colorado fazendo um gol na Ilha, os pernambucanos teriam que fazer 3, necessitando fazer 3. Nesta hipótese, terão que se jogar pra frente e abrir espaços. Não quero dizer com isso que temos que ir para o ataque desde o início. Temos que jogar no erro deles e com cautela. Mas sem abdicar do ataque. À medida que o tempo for passando e o gol não acontecer, eles terão que sair pro jogo. E aí, meu amigo, o Nilmar vai infernizar a vida deles. Apesar de não estar vivendo um bom momento, aposto no Nilmar na próxima batalha.

Sem ceva?
A primeira partida sem cerveja no Beira Rio foi tranqüila. Não vi nenhum torcedor passando mal pela abstinência de álcool. Até porque a galera se abasteceu no bar do Alemão que ta liberado a venda. O sujeito bebe antes de entrar e depois de sair. Ou seja, a abstinência dura 2 horas. Considerando que o evento começa em volta do estádio e ruas adjacentes e continua depois do jogo, no caminho da volta, o efeito é nulo. Talvez seja bom para o marketing. A mídia “vendeu” a idéia de que a proibição da ceva vai diminuir a violência e possibilitar que as famílias possam ir ao estádio. Vamos encampar a idéia para promover a ida de famílias inteiras no estádio. Que ninguém nos ouça, mas no Beira Rio isso já é possível há bastante tempo, portando não mudou nada.

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