sexta-feira, 16 de maio de 2008

Construindo o centenário

Sem dúvida alguma, o objetivo principal do Inter em 2008 é conseguir uma vaga para a libertadores. A disputa do torneio mais importante das Américas deve fazer parte das comemorações do centenário. Infelizmente, deixamos escapar a primeira oportunidade. Depois da batalha heróica contra o Paraná, no Beira Rio, saímos da disputa praticamente se pelear na Ilha do Retiro. O time esteve irreconhecível no segundo tempo. Com um jogador a mais, parecia inferiorizado numericamente em campo. Agora é tudo ou nada no brasileirão.

Para amenizar um pouco a frustração desta melancólica eliminação da Copa do Brasil, tava lendo alguns tópicos da revista do INTER, edição de número 26. Assuntos não ligados diretamente ao futebol, mas que são importantes para o crescimento do Inter como Clube. Pincei alguns tópicos e comento a seguir.


O conselheiro colorado e deputado federal, Beto Albuquerque, conseguiu aprovar uma emenda em Brasília para duplicar a Av. Beira Rio. Esta obra é fundamental para a melhoria do acesso ao gigante em dias de jogos. O transtorno para chegar e sair do estádio tem sido cada vez maior.


Outra medida que pode melhorar a logística de trânsito na região é a construção do edifício-garagem onde hoje tem o estacionamento da EPTC. A área foi arrendada pela prefeitura ao Inter por 20 anos, renováveis por mais 20. Em troca o Clube irá ampliar seus projetos sociais e pagar um valor de 25 mil mensais. Agora é encontrar parceiros interessados em construir o prédio.

Estas soluções são necessárias, mas não suficientes. Uma linha de trem passando pelo complexo da Beira Rio é fundamental para mantermos nossas pretensões de sediar a copa de 2014. Um estudo em andamento prevê a construção da linha 2 do metrô, saindo do centro, passando pelo shopping Praia de Belas e indo em direção a Bento Gonçalves, pela Marcílio Dias. Nossos nobres deputados colorados na câmara federal (Beto Albuquerque, Manoela Dávila, Ibsem Pinheiro) terão que se empenhar para mudar o projeto, levando o metrô para o Beira Rio. Os torcedores colorados agradecerão.

Na última reunião do Conselho Deliberativo do Clube, foi aprovada a venda do estádio dos Eucaliptos. Com a grana auferida, será dado início à cobertura do Beira Rio. No momento, a direção trabalha na elaboração do edital do negócio. É possível que os primeiros módulos da cobertura sejam feitos ainda neste ano. Para isso tem que haver interessados na compra do imóvel e que algumas pendências sobre o mesmo sejam sanadas.

Finalmente o INTER terá o seu museu. Não sabemos ainda que configuração vai ter. Apenas foi dito que será nos mesmos padrões de grandes clubes mundiais. Além do museu, haverá uma loja da reebok incorporada ao projeto. Espero que o espaço para taças seja grande para que não tenhamos problemas com espaço para guardar novos troféus.

Tou louco para começar a ver obras de verdade. Até o momento, de obra que agrega valor, só foram feitas as suítes. O resto são apenas reparos e melhorias. Não podemos confundir com reforma, muito menos como parte integrante do projeto Gigante para sempre.

Doping financeiro
Na entrevista com o Carlos Duran, na página 19, da revista do Inter, me chamou a atenção a historinha contada por ele. Trata-se da goleada de 14 x 0 que o colorado aplicou no Ferro Carril. Diz ele, que o Ballvé (presidente na época) estipulou gratificação por gols marcados. Prometeu um valor acima do que se pagaria em Gre-Nal. No intervalo do jogo, já com um placar bem elástico, o presidente colorado foi ao vestiário e pediu para tirar o pé. Não adiantou. Os jogadores fizeram tantos gols quanto puderam para aumentar o prêmio.

Não tenho a pretensão de julgar se é certo ou errado. Jogador de futebol é profissional e a carreira é curta. Por isso, gratificações são bem-vindas. Mas não podemos esquecer que os atletas são remunerados e muito bem, por sinal. É inegável que uma grana extra muda a atitude do jogador dentro de campo. É o chamado doping financeiro. Jogador de futebol sempre foi e sempre será assim. Por isso que sempre encaro jogador do Inter como funcionário do Clube. Nada além disso. Tem que receber salário em dia e premiação justa. Mas em contra-partida deve se doar em campo. É o mínimo que se espera de quem veste o manto sagrado colorado.

Até mais.

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