domingo, 27 de abril de 2008

Epopéia Colorada

Bravura

O jogo de quarta-feira passada pela Copa do Brasil, contra o Paraná, entrou para a história do INTER, como mais um capítulo de bravura. Não pelo adversário que não passa de um time normal, que sequer chegou às finas do Paranaense 2008. Nem pelo escore, já que o INTER havia goleado o Brasil de Pelotas em pleno Bento Freitas, neste ano, pelo placar de 5 x 0. Mas o que tornou este jogo inesquecível, foi a forma como se desenvolveu a partida. Fazer um saldo de três ou mais gols, precisando fazê-lo é diferente de golear despretensiosamente. E o INTER precisava ganhar com 3 gols de diferença; fez 4.

Epopéia

Parecia que a bruxa andava solta no Beira Rio. Além dos desfalques do Alex e Guinazu, o INTER perdeu Jonas, no primeiro minuto. Pior ainda, foi a forma como perdeu. Jonas caiu de mau jeito e foi levado direto para o hospital, deixando os demais jogadores apreensivos. Na seqüência veio o gol do Paraná. No placar agregado estava 3 x 0 para os paranaenses, que jogariam pelo empate (no placar agregado), pois tinham feito um gol fora. E foi a partir daí que a tragédia que se anunciava se transformou no mais recente feito épico do Colorado. No final, INTER classificado para as quartas-de-finais da Copa do Brasil, com uma empolgante vitória, de virada, por 5 x 3 no placar agregado.

Pedra verde

Hoje foi a vez de enfrentar o Juventude, pela final do gauchão. Mais uma vez fracassamos diante do verdinho da serra. Três confrontos entre as duas equipes neste ano e três vitórias para eles. Tento entender, mas não consigo encontrar uma explicação racional para este histórico. O grupo do INTER é bem superior ao grupo juventudino. A campanha do INTER, no gauchão é melhor que a campanha do Juventude. Não há um fato comum aos três jogos que me ocorre neste momento, para justificar o fracasso colorado neste enfrentamento. Desfalques, cansaço, apatia do time, escalação errada, estratégia equivocada, erros de jogadores (como hoje) são diferentes justificativas para explicar estas derrotas. O fato é que sempre há um motivo racional, embora diferentes para cada partida. Sou daqueles que só acredita em desempenho dentro de campo para vencer os adversários, sejam eles quais forem. Mandinga, promessa, despacho são ingredientes do imaginário futebolístico. Não existe toca; existem pedras no caminho. Mas se tratando de Juventude... "no creo en brujas pero que las hay".

Folga

Agora o INTER terá uma semana de folga para se preparar para a grande final do gauchão e mais uma fase da Copa do Brasil. Além do descanso dos jogadores que atuaram contra o Paraná e contra o Juventude hoje, Alex poderá se recuperar plenamente. É fundamental esta folga, agora. Recarregar as baterias para outras batalhas que se avizinham. Começando pela peleia braba que será o enfrentamento de domingo, valendo o campeonato gaúcho de 2008.

Até mais.

Um comentário:

Guilherme Mallet disse...

O complicado não é reverter o placar, mas entender o que ocorre com o Inter quando enfrente esse Juventude, um time médio.

De 1998 pra cá, mudaram torcedores, dirigentes e jogadores, só não muda nossa dificuldade em dar um laço nesses caras.

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