Olá, Colorados!
Semana passada, dia 05/10 participei do seminário Sports Market onde várias pessoas ligadas ao esporte expuseram as tendências para o mercado esportivo que será muito impactado com a Copa do Mundo 2014 e agora ainda mais com a confirmação do Rio de Janeiro como sede das Olimpiadas 2016.
Quem mais me chamou atenção foi o consultor Amir Somoggi, que atualmente dirige a divisão de gestão do esporte da Crowe Horwath RCS, sétima maior empresa de auditoria e consultoria do país, que defendeu a aplicação de conceitos de stadium facilities, matchday e branding, que sempre foram muito defendidos e trabalhados dentro do Movimento INTERnet/BV.
Coincidentemente durante a tarde, recebi um convite do Felipe de Oliveira, coordenador do Movimento InterAção para participar de uma palestra com o Amir na mesma noite.
Bom, durante à noite, com um público reduzido devido a tempestade que se abateu sobre a capital gaúcha, porém bem mais interessado do que o público da manhã, o Amir entrou em detalhes sobre modelos de gestão de grande clubes do mundo e do Brasil e levantou um assunto que há muito tempo vem sendo debatido dentro do Movimento INTERnet/BV, da necessidade de aumentar a receita de 'matchday' do Internacional.
"Matchday" é como os grandes clubes europeus definem o grupo de receitas geradas no dia do jogo, o ingresso, o estacionamento, a bebida, o suvenir, os artigos vendidos nas lojas do estádio, etc. E como essas receitas podem ser melhoradas no Beira-Rio? Através de melhorias continuas nos serviços e produtos oferecidos ao torcedor, valorizando sua presença no estádio, gerando assim uma satisfação do mesmo que é revertida em maior assiduidade nos jogos, consumo e, conseqüentemente, mais rendas para o Clube.
Abaixo coloco dados sobre o gasto médio dos torcedores dos principais clubes europeus (que beiram os 33 euros). Trazendo esta realidade para o Brasil, mais especificamente para a nossa casa, o Beira-Rio, quantos reais a torcida colorada consegue gastar em um estádio que oferece como alimentação apenas pastéis, cachorros quentes e refrigerantes em bares mal posicionados e material esportivo em uma loja com as portas voltadas pra fora do estádio e que fecha as portas no meio do jogo?
Tambem coloco abaixo o percentual de ocupação dos estádios dos maiores clubes do Brasil, percentual de 36% no ano de 2008, ainda muito baixo em comparação com os clubes das principais ligas Europeias.
Agora para comparação, coloco os indices de ocupação do Beira-Rio na principal competição nacional, o campeonato brasileiro:
Notem que estamos quase que no mesmo percentual da maioria dos clubes brasileiros (até um pouco abaixo 34%) e isto sendo o clube de ponta em numero de sócios, sendo que aproximadamente 40 mil deles possuem acesso livre.
O que esta faltando para o Inter levar o seu sócio-torcedor ao estádio, aumentando o percentual de ocupaçao, renda de bilheteria e as rendas do 'matchday'?
Para mim está claro. Precisamos valorizar o torcedor colorado. Precisamos tratar o torcedor como cliente e não apenas como uma fonte de renda antecipada de bilheteria. Precisamos oferecer ao torcedor colorado serviços e produtos de qualidade, condizentes com a grandeza do Internacional e do complexo Beira Rio. O torcedor não quer entrar em um estádio que tem o tunel de acesso alagado em qualquer chuva, não quer enfrentar um estacionamento caro e enlameado, não quer comer um lanche frio e nem enfrentar filas gigantescas na entrada e na saída do estádio (alguem sabe porque a maioria dos portões da superior ficam fechados na saída dos jogos?)
O torcedor quer ser valorizado.
Teremos uma grande oportunidade pela frente para efetuar estas mudanças com o projeto de reforma do Beira Rio para a copa do mundo 2014. Mas isso passa pela mudanças de conceitos e claro, por trabalhar muito pela implantação dos mesmos.
Fontes utilizadas : Casual Auditores
Postado por Alexandre Ribeiro



Um comentário:
Falou e disse Alexandre.
O Beira Rio tem virado um caça-níqueis no conceito pejorativo da palavra.
Parece que se espera uma conclusão do Gigante Para Sempre para que as coisas melhorem, entretanto, uma mudança de postura já poderia ser iniciada com muita antecedência.
Concordo plenamente com os exemplos de estacionamento, refeitórios, alagamentos e fechamento da loja de produtos. Outros pontos que somaria são falta de controle na ocupação dos lugares, custo abusivo de proteção em dias de chuva e camapanha de associação puramente mercantilista.
Justifico a inclusão desses pontos, pois torcedores que chegam cedo têm sua visão bloqueada por torcedores atrasados que querem ver o jogo de qualquer maneira nos melhores pontos do estádio e os seguranças nada fazem. Imagina se isso ia acontecer em um estádio europeu com lugar numerado; desse jeito estádio deixa de ser lugar de espetáculo e passa a lugar de encomodação.
Quanto à proteção contra chuva, é ridículo que, enquanto o Beira-Rio não é coberto, vendedores externos cobrem R$ 5,00 por uma capa descartável e o Inter não lucre nada! Uma capa dessas, com o símbolo do Inter custaria uns R$ 0,40 para fazer. Se ela fosse distribuida para quem entra nos estádios ao preço de R$ 1,00, ou mesmo de graça, teria mais gente circulando no Beira-Rio em dia de jogos.
Finalmente, no Dia da Criança Colorada, iniciativa louvável da Direção do Clube, houve uma propaganda intensa para que jovens e crianças se associassem. Levei minha filha de 6 anos para fazer uma carteirinha que custou R$ 20,00 e não dava direito a nenhum tipo de brinde, como um simples chaveiro do Inter ou mesmo o pendurador do cracha. Ainda bem que não fiquei para assistir o jogo. Botar pilha na gurizada prá ver um jogo ruim gera um estímulo negativo! Não se pode estimular alguém a consumir sem garantia de retorno.
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