Lembro que na última eleição para a presidência do INTER, a oposição não apresentou candidato. A meu ver acertadamente. O Clube fazia os preparativos finais para o mundial que acabamos vencendo. Em primeiro lugar, não podia perder o foco do objetivo maior, na época. Em segundo, não havia porque mudar uma administração que estava dando certo.
Fernando Carvalho indicou seu sucessor Vitório Píffero que foi aclamado como presidente para o biênio 2007/2008. Apesar de nunca ter tido a simpatia dos torcedores, Ele era o candidato natural, pelo cargo que exercia. Se fosse para o voto, certamente seria eleito pela imensa maioria. Afinal de contas, com um cabo-eleitoral do porte do presidente Carvalho, não tinha como perder.
Mas para a eleição do Conselho Deliberativo todos os movimentos apresentaram candidatos. Sozinho ou em coligações, os grupos formaram 5 chapas. E o debate durante a campanha foi sempre acalorado. De um lado a chapa da situação tentava fazer 100% das vagas enquanto as outras 4 chapas tentavam superar a clásula de barreira. No final, além da chapa 1 da situação, apenas a chapa 4, da qual fazíamos parte (Ricardo e Eu), alcançou o percentual mínimo para eleger conselheiros.
Quando terminou a apuração, o que eu via era algo no mínimo estranho. A situação que fizera mais de 75% das vagas para o CD, estava triste e a oposição (representada pela chapa 4, dos movimentos Inter2000, Interação e Internet) festejava a eleição de 34 conselheiros. Lembro que depois de anunciar o resultado final, integrantes da situação cantavam brigada, brigada, brigada, fazendo alusão ao adiamento da eleição, em função de uma decisão do comando da BM e que foi atribuída à manobra da oposição. Os integrantes da chapa 4, responderam imediatamente cantando INTER, INTER, INTER.
O tom da campanha dado pela situação era "patrolar" a oposição. O discurso era de que com um excelente trabalho não devia haver oposição. Por outro lado, a oposição
pregava a pluralidade no conselho. Entendia-se que a função de um conselheiro não era só dar tapinha nas costas do presidente quando as coisas estivessem bem. Mas teria que ser crítico e cobrar da direção quando as coisas não estivesse tão bem.
Estamos passando por turbulências e não é de agora. Ano passado a atuação do time foi ridícula. Mesmo mantendo a base do time de 2006, os resultados não apareceram. Abel saiu, entrou Galo, saiu Galo, voltou Abel... mas as coisas não melhoraram. Agora o Abel se foi em definitivo e lá se vão mais de 10 dias e nada de ser anunciado o novo nome para comandar o Inter. Os nomes que estão sendo cogitados deixam os torcedores de cabelos em pé. O presidente Píffero e o homem do futebol, Luigi, demonstram que não estão afinados em suas convições.
Esta é hora em que um conselho forte e plural é muito importante. Um conselho que não sirva apenas para dar tapinhas nas costas do presidente. Mas um conselho que cobre soluções para impedir que o Clube mergulhe numa crise maior. Infelizmente, a oposição no Inter é minoria. E a situação, que é maioria, só sabe fazer afagos, nos momentos bons.
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