terça-feira, 15 de abril de 2008

Mais ousadia para o marketing

O mercado brasileiro para o marketing esportivo é amplamente favorável aos Clubes de São Paulo e Rio. Times que tem sede nestes centros têm mais facilidade para arranjar patrocinadores. A exposição na mídia é maior e com alcance nacional. Investidores e patrocinadores estão mais dispostos a investir em Clubes como Fluminense e Botafogo a investir em INTER e Gremio que conseguiram títulos bem mais importantes e reconhecimento internacional. Cruzeiro (BH) e CAP (Curitiba) têm conseguido fazer bons contratos de patrocínio, mesmo fora do eixo (Rio-Sampa) . Mesmo assim, o CAP não conseguiu renovar o contrato com a Kyocera.

Em parte é compreensível esta preferência. Nos grandes centros como São Paulo, circula mais o dinheiro. As grandes empresas têm os principais cargos (melhor remunerado) em São Paulo ou Rio. Os salários são maiores, os aluguéis mais altos o custo de vida maior. O dinheiro circula em escala maior. Outra coisa é o modelo brasileiro de televisão. As redes de TV ocupam 80% da grade com programação nacional, com a geração a partir do Rio ou São Paulo. Os espaços regionais são pequenos e as repetidoras têm pouca flexibilidade pra mostrar eventos regionais. Na Copa do Brasil, as afiliadas da Globo estão transmitindo os jogos de equipes locais. O mesmo não deve acontecer no Brasileirão, onde somos obrigados a ver jogos de Times paulistas ou cariocas. Nos EUA, por exemplo, o modelo diferente. Tem mais programação local. A grade nacional, cobrindo todo o território americano é menor do que temos aqui.


Nos últimos anos, a administração séria e planejada do Colorado tem chamado atenção da imprensa, não só de Porto Alegre, como do resto do país. Com isso vem ganhando um pouco mais de espaço nas redes nacionais. As conquistas dentro de campo também contribuíram muito na abertura destes espaços. A partir de 2009 (acho) as cotas de TV de INTER e Gremio serão as mesmas dos grandes de São Paulo e Rio. O INTER chegou a anunciar no início deste ano que estaria abrindo um escritório em São Paulo com endereço permanente. As comemorações do centenário, a campanha para alcançar os 100 mil sócios e o envolvimento dos consulados são ferramentas eficientes para uma maior exposição na mídia.


Mesmo assim, o INTER não consegue traduzir em bons patrocínios e comercialização de espaços publicitários no estádio. Parece faltar alguma coisa. Talvez a profissionalização do marketing possa trazer isso. Não estou questionando a capacidade da vice-presidência de marketing do INTER que tem feito um bom trabalho. Me refiro ao conceito de profissionalização do departamento. Existem profissionais e empresas especializadas em marketing do esporte. Acredito que contratar serviços especializados nesta área, seja com pesquisa de mercado, consultoria ou mesmo contratação de profissionais é um investimento e não um gasto. Poderia até se pensar em remunerar em função do incremento da receita de marketing.


Para fazer frente ao profissionalismo cada vez maior do futebol, o INTER (assim como qualquer outro Clube brasileiro) precisa de ações mais audaciosas. Que tal a expansão da marca INTER nos estados da região Sul e Centro-Oeste, desbravada por gaúchos? Ou desenvolver ações de marketing na Ásia ou oriente médio, onde fizemos pré-temporada? No site do Clube chegou a ser anunciado uma espécie de pacote turístico para a Ásia. Algo como intercâmbio de estudo no Exterior. Por este plano, o asiático que comprasse o pacote ficaria um mês treinando nas dependências do complexo da Beira Rio. Clube que já formou, entre outros jogadores: Pato, Nilmar, Dunga, Taffarel e Falcão. Parece ser um bom plano.

Até mais!

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