Críticas avassaladoras – às vezes, exageradas – pontuadas do mais refinado e cáustico bom humor. Foi com essa munição que o comentarista esportivo Cláudio Cabral enfrentou os cerca de 50 colo
rados que marcaram presença na mais recente palestra temática organizada pelo movimento INTERnet/BV, no último dia 22 de setembro, no auditório do Edel Trade Center, em Porto Alegre. A palestra faz parte das atividades de qualificação e resgate da história colorada que o Movimento INTERnet/BV vem realizando desde o seu surgimento.
Cláudio Cabral não foi convidado por acaso. Embora seja mais conhecido pelo seu trabalho como comentarista da Rádio Bandeirantes, Cabral é dono de um extenso e respeitável currículo como dirigente do Internacional. Nos anos 70, ele foi um dos nomes que ajudaram a dar forma aos “Mandarins”, movimento político responsável por lançar as bases de uma gestão profissional no clube – e por elevar o Colorado aos mais altos postos do futebol brasileiro à época. Hoje, Cabral sequer cogita a hipótese de retornar aos gabinetes colorados. “De jeito nenhum!”, frisa ele, com a voz tipicamente arrastada. Mesmo assim, o comentarista não perde de vista o que acontece dentro e fora do clube em que costumava trabalhar décadas atrás.
Para Cabral, o grande problema do Internacional, hoje, é fruto de uma inversão de valores na gestão do futebol. “O clube deixou de ser dirigido por critérios técnicos. Hoje, o que conta é o critério negocial. Se for necessário, o Inter abre mão de contratar o melhor jogador apenas para poder contratar o mais negociável”, critica Cabral. Ele cita como exemplo um episódio recente: a contratação de Edu, um jogador de potencial desconhecido, em detrimento do retorno de Fernandão – que, na visão de Cabral, “poderia resolver muitos problemas do Inter e já havia mostrado do que é capaz”. Para Cabral, está na hora de o “assunto futebol” deixar de ser um tabu no âmbito do Conselho Deliberativo do Internacional. “O futebol é abominado lá no Conselho. Ninguém gosta de falar disso lá dentro. Mas o fato é que, hoje, o resultado e a administração do futebol precisam ser cobrados, sim, no Conselho Deliberativo. Não dá mais para deixar uma questão como essa nas mãos de três ou quatro iluminados”, destaca Cabral. O comentarista da Bandeiras acredita que a atual irregularidade do futebol colorado é resultado da falta de cobranças nessa área – que redunda, nas palavras dele, em uma “má administração”. “Antigamente, o presidente decidia tudo dentro do clube. Hoje, o processo é mais compartilhado com outros profissionais. Exceto no futebol, que continua sendo uma área absolutamente fechada”.
Apesar das críticas, Cabral reconhece que o atual momento do Internacional ainda está longe de ser crítico. “Eu falo isso com tranqüilidade: Fernando Carvalho é um dos melhores dirigentes da história do Internacional”, enfatiza. O grande desafio, diz ele, é encontrar um sucessor à altura de Carvalho. Hoje, diz Cabral, não há nenhum dirigente preparado para substituí-lo à altura no cargo de vice-de-futebol. “Falta formação de dirigentes no Inter!”, pontua. “Hoje, os dirigentes são formados em departamentos amadores do clube. Não dá! Tem que haver uma preparação adequada às exigências do futebol profissional”.
A palestra de Cabral durou cerca de duas horas e meia. Ao final, ele foi brindado com uma caneta e um exemplar do livro “A Noite das Asas Vermelhas”, de autoria do conselheiro Emanuel Neves. Além disso, sorteou uma camiseta do movimento INTERnet/BV entre os ouvintes da plateia.
As opiniões de Cabral não traduzem, necessariamente, as opiniões do movimento INTERnet/BV. Elas fazem parte de um ciclo de eventos que sempre foi pautado pela pluralidade de ideias – e cujo objetivo final é oferecer aos associados do movimento INTERnet/BV uma visão mais clara e racional sobre o que se passa no Sport Club Internacional.
Além de Cabral, já participaram de palestras temáticas as seguintes personalidades:
Giovani Luigi, atual assessor de futebol do Inter ;
Edu Pesce, representante da Vulcabrás (detentora da marca Reebok) junto ao Inter ;
Bernardo Stein, o Marabá, diretor geral das categorias de base do Inter ;
Eraldo Herrman, ex-presidente do Inter (1974/1975) ;
Representantes do Movimento Inter2000 e muitas outras personalidades que, ao longo da história, ajudaram a fazer do Inter um dos maiores clubes de futebol do planeta.
Cláudio Cabral não foi convidado por acaso. Embora seja mais conhecido pelo seu trabalho como comentarista da Rádio Bandeirantes, Cabral é dono de um extenso e respeitável currículo como dirigente do Internacional. Nos anos 70, ele foi um dos nomes que ajudaram a dar forma aos “Mandarins”, movimento político responsável por lançar as bases de uma gestão profissional no clube – e por elevar o Colorado aos mais altos postos do futebol brasileiro à época. Hoje, Cabral sequer cogita a hipótese de retornar aos gabinetes colorados. “De jeito nenhum!”, frisa ele, com a voz tipicamente arrastada. Mesmo assim, o comentarista não perde de vista o que acontece dentro e fora do clube em que costumava trabalhar décadas atrás.
Para Cabral, o grande problema do Internacional, hoje, é fruto de uma inversão de valores na gestão do futebol. “O clube deixou de ser dirigido por critérios técnicos. Hoje, o que conta é o critério negocial. Se for necessário, o Inter abre mão de contratar o melhor jogador apenas para poder contratar o mais negociável”, critica Cabral. Ele cita como exemplo um episódio recente: a contratação de Edu, um jogador de potencial desconhecido, em detrimento do retorno de Fernandão – que, na visão de Cabral, “poderia resolver muitos problemas do Inter e já havia mostrado do que é capaz”. Para Cabral, está na hora de o “assunto futebol” deixar de ser um tabu no âmbito do Conselho Deliberativo do Internacional. “O futebol é abominado lá no Conselho. Ninguém gosta de falar disso lá dentro. Mas o fato é que, hoje, o resultado e a administração do futebol precisam ser cobrados, sim, no Conselho Deliberativo. Não dá mais para deixar uma questão como essa nas mãos de três ou quatro iluminados”, destaca Cabral. O comentarista da Bandeiras acredita que a atual irregularidade do futebol colorado é resultado da falta de cobranças nessa área – que redunda, nas palavras dele, em uma “má administração”. “Antigamente, o presidente decidia tudo dentro do clube. Hoje, o processo é mais compartilhado com outros profissionais. Exceto no futebol, que continua sendo uma área absolutamente fechada”.
Apesar das críticas, Cabral reconhece que o atual momento do Internacional ainda está longe de ser crítico. “Eu falo isso com tranqüilidade: Fernando Carvalho é um dos melhores dirigentes da história do Internacional”, enfatiza. O grande desafio, diz ele, é encontrar um sucessor à altura de Carvalho. Hoje, diz Cabral, não há nenhum dirigente preparado para substituí-lo à altura no cargo de vice-de-futebol. “Falta formação de dirigentes no Inter!”, pontua. “Hoje, os dirigentes são formados em departamentos amadores do clube. Não dá! Tem que haver uma preparação adequada às exigências do futebol profissional”.
A palestra de Cabral durou cerca de duas horas e meia. Ao final, ele foi brindado com uma caneta e um exemplar do livro “A Noite das Asas Vermelhas”, de autoria do conselheiro Emanuel Neves. Além disso, sorteou uma camiseta do movimento INTERnet/BV entre os ouvintes da plateia.
As opiniões de Cabral não traduzem, necessariamente, as opiniões do movimento INTERnet/BV. Elas fazem parte de um ciclo de eventos que sempre foi pautado pela pluralidade de ideias – e cujo objetivo final é oferecer aos associados do movimento INTERnet/BV uma visão mais clara e racional sobre o que se passa no Sport Club Internacional.
Além de Cabral, já participaram de palestras temáticas as seguintes personalidades:
Giovani Luigi, atual assessor de futebol do Inter ;
Edu Pesce, representante da Vulcabrás (detentora da marca Reebok) junto ao Inter ;
Bernardo Stein, o Marabá, diretor geral das categorias de base do Inter ;
Eraldo Herrman, ex-presidente do Inter (1974/1975) ;
Representantes do Movimento Inter2000 e muitas outras personalidades que, ao longo da história, ajudaram a fazer do Inter um dos maiores clubes de futebol do planeta.
Por Andreas Muller
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